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Portugal confirma cinco casos do vírus Monkeypox e mais 15 suspeitos
Sociedade 3 min. 18.05.2022
Saúde

Portugal confirma cinco casos do vírus Monkeypox e mais 15 suspeitos

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Portugal confirma cinco casos do vírus Monkeypox e mais 15 suspeitos

Foto: Shutterstock
Sociedade 3 min. 18.05.2022
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Portugal confirma cinco casos do vírus Monkeypox e mais 15 suspeitos

Redação
Redação
O vírus da varíola dos macacos, que provoca erupções cutâneas como a varicela, já foi detetado no Reino Unido. Até ao momento não existem situações reportadas oficialmente no Luxemburgo.

Portugal já identificou mais de 20 casos suspeitos de infeção pelo vírus Monkeypox - a varíola dos macacos -, revelou esta manhã a Direção-Geral da Saúde (DGS), em comunicado.

"Foram identificados, neste mês de maio, mais de 20 casos suspeitos de infeção pelo vírus Monkeypox, todos na região de Lisboa e Vale do Tejo, cinco dos quais já confirmados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, esta quarta-feira, dia 18". 

Segundo a DGS, os casos foram identificados na sua maioria em jovens, e todos do sexo masculino. Estes "estão estáveis, apresentando lesões ulcerativas", explica o organismo.

Além de Portugal, também a Espanha e o Reino Unido já reportaram casos de infeção por vírus Monkeypox. Para já, não foi reportada pelas autoridades luxemburguesas nenhum caso no país.  

O que é o vírus Monkeypox?

O vírus Monkeypox é uma doença transmissível através de contacto com animais ou ainda o contacto próximo com pessoas infetadas ou com materiais contaminados. A doença é rara e, habitualmente, não se dissemina facilmente entre os seres humanos. 

Geralmente leve, é normalmente apanhada através do contágio de animais selvagens infetados em algumas zonas de África. Trata-se de uma doença semelhante à varíola, causando uma erupção cutânea que muitas vezes começa no rosto e pode ser transmitida por uma picada ou mordida de um animal infetado, ou tocando no seu sangue, ou através de fluidos corporais ou pêlos.

Segundo a agência Bloomberg, o vírus pode ser espalhado aos humanos por roedores, tais como ratos, ratos e esquilos, ou comendo carne de um animal infetado que não tenha sido devidamente cozinhada.  

A doença pode propagar-se entre humanos através do contacto com roupas, roupa de cama ou toalhas utilizadas por alguém com sintomas da erupção cutânea. Pode ser ainda transmitida através do contacto direto com as borbulhas ou crostas de uma pessoa infetada ou tosse e espirros.

Quais são os sintomas?  

Os sintomas da infeção Monkeypox ou varíola dos macacos demoram, normalmente, entre cinco a 21 dias a manifestar-se. 

Febre, dores de cabeça, dores musculares, dores nas costas, glândulas inchadas, tremores e exaustão são alguns dos primeiros sinais da doença.

A erupção cutânea aparece entre um a cinco dias após o aparecimento destes sintomas, sendo por vezes confundida com varicela, porque começa como manchas em relevo que se transformam em pequenas crostas cheias de líquido. 

Os sintomas normalmente desaparecem dentro de duas a quatro semanas e as crostas caem.

O que fazer se tiver sintomas?

No comunicado a DGS, alerta para que as pessoas que apresentem "lesões ulcerativas, erupção cutânea, gânglios palpáveis, eventualmente acompanhados de febre, arrepios, dores de cabeça, dores musculares e cansaço" procurem aconselhamento clínico. 

"Perante sintomas suspeitos, o indivíduo deverá abster-se de contactos físicos diretos", diz o documento.  A doença não tem um tratamento específico, passando no prazo de algumas semanas, nas situações leves.  

Os casos mais graves de pacientes diagnosticados com o vírus terão de permanecer em instalações hospitalares especializadas para que a infeção não se propague e os sintomas gerais possam ser tratados.

Embora a letalidade seja baixa, varia consoante o acesso a cuidados médicos adequados. Segundo a Organização Mundial de Saúde, na África Central, onde as pessoas têm menos acesso a uma saúde de qualidade, os estudos realizados apontam para que a doença tenha morto até um décimo das pessoas infetadas. No entanto, a maioria dos doentes recupera no espaço de algumas semanas.

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