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Polícias têm formação de quatro horas por ano. "Insuficiente", reitera o sindicato
Sociedade 03.08.2021
Caso Ettelbruck

Polícias têm formação de quatro horas por ano. "Insuficiente", reitera o sindicato

Caso Ettelbruck

Polícias têm formação de quatro horas por ano. "Insuficiente", reitera o sindicato

Fotos: Polícia grã-ducal
Sociedade 03.08.2021
Caso Ettelbruck

Polícias têm formação de quatro horas por ano. "Insuficiente", reitera o sindicato

Susy MARTINS
Susy MARTINS
"Nunca há formação que chegue para treinar este tipo de casos". A declaração é do presidente do sindicato da polícia, SNPGL, Pascal Ricquier, à rádio estatal 100,7, em reação ao disparo fatal da polícia, no sábado em Ettelbruck.

Usando o caso do passado sábado, em que uma intervenção policial vitimou mortalmente um homem em Ettelbruck, o presidente do sindicato da polícia veio mais uma vez a público dizer que o problema está na falta de agentes no terreno.

Segundo Pascal Ricquier, atualmente só está previsto meio dia de formação por ano por cada agente, devido à falta de agentes no terreno. Ricquier explicou que devido a este problema as formações são limitadas a apenas quatro horas por ano e por agente, sendo que os polícias que são convocados para uma formação não estão no terreno. 

Sobre a intervenção policial que vitimou mortalmente um homem armado com faca no centro de Ettelbruck, o presidente do sindicato de polícias acrescentou ainda que o uso da arma por parte de um polícia é regulado por lei, que estipula que esta pode ser usada em último recurso e em caso de perigo humano.

No caso do passado sábado, o tiro do agente foi disparado após uma perseguição policial, após o roubo de um automóvel com recurso à violência.


O dramático incidente ocorreu na Praça Marie-Thérèse em Ettelbruck.
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Pascal Ricquier considerou ainda um procedimento normal a abertura de um inquérito por parte da Inspeção Geral da Polícia, apelando a testemunhas que se manifestem ou que enviem vídeos do caso. 

No entanto, defendeu que o uso das chamadas bodycams (câmaras colocadas no vestuáario) pelos agentes da polícia teria facilitado a investigação de casos polémicos como o do fim de semana, uma vez que é possível saber-se, por exemplo, a posição exata do agente, ou o áudio daquilo que foi dito.

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