Escolha as suas informações

"Podem cair nas mãos dos talibãs". Asselborn crítica países da UE que querem manter deportações para o Afeganistão
Sociedade 2 min. 11.08.2021 Do nosso arquivo online
Conflito talibã

"Podem cair nas mãos dos talibãs". Asselborn crítica países da UE que querem manter deportações para o Afeganistão

Conflito talibã

"Podem cair nas mãos dos talibãs". Asselborn crítica países da UE que querem manter deportações para o Afeganistão

Claude Piscitelli
Sociedade 2 min. 11.08.2021 Do nosso arquivo online
Conflito talibã

"Podem cair nas mãos dos talibãs". Asselborn crítica países da UE que querem manter deportações para o Afeganistão

Ana Patrícia CARDOSO
Ana Patrícia CARDOSO
Seis estados-membros da UE, incluindo a Alemanha, querem continuar o processo de deportação de migrantes afegãos, apesar do avanço dos talibãs no país.

A ofensiva talibã, que começou em maio, intensificou-se nos últimos dias, e já  controla nove capitais provinciais em menos de uma semana de combates. 

Com o país mergulhado em conflito, seis estados-membros da UE,   Bélgica, Dinamarca, Alemanha, Grécia, Holanda e Áustria, enviaram uma carta conjunta à Comissão Europeia, com o pedido para não suspender as deportações de migrantes afegãos.  O fim das deportações "envia um sinal errado e provavelmente induzirá ainda mais cidadãos afegãos a deixar suas casas para a UE", diz a carta. 


Afeganistão. Centenas de soldados renderam-se aos talibãs no aeroporto de Kunduz
A ofensiva talibã começou em maio, com o início da retirada das forças dos Estados Unidos e da Aliança Atlântica, incluindo militares portugueses, e intensificou-se nos últimos dias, em todo o país.

Os seis países referem-se também a uma nota verbal do governo afegão do início de julho, em que exigia uma moratória às deportações por um período de três meses devido à deterioração da situação de segurança. 

Os seis Estados da UE apelaram à Comissão da UE para conduzir um "diálogo intensivo" com os parceiros no Afeganistão sobre todas as questões de migração - incluindo a questão das deportações.  

Para Jean Asselborn, ministro dos Negócios Estrangeiros do Luxemburgo, a atitude dos países vizinhos deixa-o a "abanar a cabeça", confessou ao jornal alemão  Tagesspiegel. Numa altura como esta, "não há garantia de que estas pessoas não cairão nas mãos dos talibãs", lembrou. 

"Não é possível uma discussão sobre possíveis deportações, devido à situação de segurança tensa no Afeganistão. Em vez disso, a prioridade agora deve ser dar refúgio a quem apoiou a UE e as Nações Unidas" lembrou o ministro. 

A Comissão Europeia já veio dizer que a decisão sobre as possíveis deportações cabe aos estados-membros. A Finlândia e a Suécia suspenderam o regresso dos requerentes de asilo rejeitados. Na Alemanha, um voo com migrantes foi cancelado, no início de agosto, por causa de um bombardeamento talibã em Cabul.  


Talibãs capturam oitava capital de província no Afeganistão
Esta terça-feira, o enviado dos Estados Unidos ao Afeganistão, Zalmay Khalilzad, avisou os talibãs de que um Governo que assuma o poder pela força não obterá o reconhecimento internacional.

A ofensiva talibã começou em maio, com o início da retirada das forças dos Estados Unidos e da Aliança Atlântica, incluindo militares portugueses, e intensificou-se nos últimos dias, em todo o país.

A ofensiva está a provocar uma vaga de deslocados internos e de refugiados. Na terça-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou não se arrepender de concluir a retirada das tropas norte-americanas do Afeganistão, e que os afegãos “devem lutar por si mesmos”.

“Não me arrependo da minha decisão”, afirmou Biden, num momento que os talibãs continuam a conquistar território às forças governamentais.

Com agências. 






Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas