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Pobreza ameaça um em cada cinco portugueses
Sociedade 2 min. 19.10.2016 Do nosso arquivo online
Grão-Ducado

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Pobreza ameaça um em cada cinco portugueses

Foto: Arquivo LW
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Pobreza ameaça um em cada cinco portugueses

A taxa de risco de pobreza dos portugueses no Luxemburgo continua a ser superior à do resto da população. Com rendimentos mais baixos, “os agregados familiares portugueses estão entre os mais desfavorecidos”, aponta o Statec.

A taxa de risco de pobreza dos portugueses no Luxemburgo continua a ser superior à do resto da população. Com rendimentos mais baixos, “os agregados familiares portugueses estão entre os mais desfavorecidos”, aponta o Statec.

Um em cada cinco portugueses no Luxemburgo ganha menos de 1.763 euros por mês, considerado o limiar de pobreza. Quem tem rendimentos abaixo deste patamar é considerado um “trabalhador pobre” (’working poor’): uma pessoa que, apesar de trabalhar, não ganha o suficiente para afastar o risco de exclusão social.

Os dados são do último relatório “Coesão Social e Emprego”, do Statec, divulgado na semana passada.

O estudo aponta que a taxa de risco de pobreza da população em geral diminuiu no último ano, baixando de 16,4% para 15,3%. Em contracorrente, no caso dos portugueses a percentagem aumentou ligeiramente, de 22,7% para 22,8% – uma variação “pouco significativa”, disse ao Contacto Jêrome Hury, um dos autores do relatório.

Certo é que a taxa de risco de pobreza dos portugueses continua a ser superior à da população em geral (15,3%), representando mesmo mais do triplo da taxa de risco dos luxemburgueses (6,2%). Uma diferença que se explica pelo facto de a maioria dos portugueses trabalhar em setores em que a mão-de-obra não é qualificada, auferindo por isso salários mais baixos, aponta o relatório.

O estudo sublinha a relação entre o nível de educação e o risco de pobreza. “Os dados de 2015 confirmam que o risco de pobreza é substancialmente mais elevado no caso das pessoas com baixas qualificações: [para estas], atinge os 19,2%, contra 11,2% no caso de titulares de um diploma do ensino secundário e 6,6% para os universitários”.

Caricatura: Florin Balaban

O Statec analisa também o nível de vida das famílias, e aqui a diferença entre nacionalidades volta a ser significativa. Com rendimentos médios de 2.200 euros mensais, “os agregados familiares portugueses estão entre os mais desfavorecidos”, indica o estudo.

No topo da lista surgem os luxemburgueses (73.925 euros anuais no caso dos homens e 67.042 para as mulheres), seguidos dos belgas (65.875 e 60.415 euros, respetivamente) e alemães (cerca de 58 mil euros por ano, tanto no caso dos homens, como das mulheres). Com rendimentos médios de 37.403 euros anuais para os homens e 35.673 para as mulheres, os portugueses têm mais dificuldades para chegar ao fim do mês do que outras nacionalidades.

Estrangeiros em maior risco

O relatório “Trabalho e Coesão Social” põe a nu as disparidades de rendimentos entre estrangeiros e luxemburgueses. Em 2015, a taxa de risco de pobreza dos estrangeiros a viver no Luxemburgo (22,3%) representava mais do triplo do valor dos luxemburgueses (7,9%, descendo para 6,2% no caso dos nacionais em situação ativa).

45% seriam pobres sem apoios sociais

A taxa de risco de pobreza da população em geral rondaria os 44,7% se não houvesse transferências sociais (abonos e pensões), aponta o Statec. Um valor que desce para 27,2% quando se calculam os rendimentos somados às pensões, e para 15,3% depois de tidas em conta todas as transferências sociais do Estado. “Isto mostra o impacto positivo das transferências sociais como meio para reduzir a pobreza”, sublinha o relatório.

Paula Telo Alves

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