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PISA. Alunos do Luxemburgo abaixo da média da OCDE na leitura e nas ciências
Sociedade 3 min. 05.05.2021

PISA. Alunos do Luxemburgo abaixo da média da OCDE na leitura e nas ciências

PISA. Alunos do Luxemburgo abaixo da média da OCDE na leitura e nas ciências

Foto: Anouk Antony/Luxemburger Wort
Sociedade 3 min. 05.05.2021

PISA. Alunos do Luxemburgo abaixo da média da OCDE na leitura e nas ciências

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Resultados de 2018, da avaliação trienal de alunos de 15 anos, de todo o mundo, feita pela OCDE, mostra também que, no ano em análise, mais de metade dos estudantes, dessa idade, no Grão-Ducado, estavam ligados a contextos de imigração.

Os estudantes de 15 anos, no Luxemburgo, obtiveram 470 pontos em leitura, em média, no PISA 2018, um valor abaixo da média da OCDE (487 pontos) e abaixo do desempenho médio de quase todos os países europeus, incluindo Portugal, que teve 492 pontos.

Os resultados são do mais recente relatório do PISA, o programa internacional de avaliação de estudantes, publicado esta terça-feira, 4 de maio, e cujos dados foram recolhidos em 2018.

A leitura foi o domínio principal avaliado pelo PISA 2018, com o quadro de referência das competências analisadas a abranger também as capacidades de leitura no mundo digital.  A matemática, as ciências e a competência global foram áreas secundárias de avaliação no relatório. 


Educação. Mais de 50% dos alunos chumba um ano letivo no Luxemburgo
Muitos estudantes da comunidade portuguesa seguem a via do ensino técnico devido a dificuldades linguísticas, refere um novo relatório europeu. No país, o número de alunos que repetem um ano escolar é dos mais altos da UE.

Em praticamente todos os campos, a performance dos alunos do Grão-Ducado ficou abaixo da média da OCDE.

De acordo com as conclusões por país, o desempenho em ciência dos estudantes do Luxemburgo não foi muito melhor que o da leitura, alcançando 477 pontos, em média, valor inferior à média da OCDE neste campo, que se situou nos 487 pontos, e um dos mais baixos observados em todos os países europeus. 

Na matemática, os estudantes no Luxemburgo obtiveram 483 pontos, uma pontuação novamente abaixo da média da OCDE (489 pontos), que colocou o país entre o 25º e o 29º lugares na média de desempenho matemático, a par da Hungria, Itália, Lituânia, Rússia, Eslováquia, Espanha e Estados Unidos.

O relatório revela ainda que o desempenho médio em leitura e ciência no Luxemburgo foi mais baixo em 2018 do que nas avaliações anteriores, em 2012 e 2015. Os resultados da mais recente avaliação do PISA mostram que o desempenho diminuiu 11 pontos na leitura e 6 pontos na ciência, entre 2015 e 2018. Já o desempenho médio da matemática, em 2018, ficou próximo do nível de 2015, mas 10 pontos abaixo do valor de 2003.

Luxemburgo com mais de metade dos estudantes ligados a contextos de imigração

Em 2018, mais de metade (cerca de 55%) dos estudantes de 15 anos, no Luxemburgo, estavam ligados a contextos de imigração (eram imigrantes ou descendentes de imigrantes). Uma percentagem que corresponde a um crescimento de 15%, quando comparada com os 40% de 2009, e que representa o maior aumento observado entre os países participantes no PISA. 

Entre estes estudantes, sinaliza o relatório, três em cada oito eram social e economicamente desfavorecidos, uma proporção em linha com a média da OCDE. 


Alunos no Luxemburgo são os que mais estudam línguas estrangeiras
O estudo da OCDE revela ainda que a taxa de reprovação do ano escolar é das piores: 32,2% dos alunos já chumbaram de ano pelo menos uma vez no Luxemburgo.

De acordo com o PISA 2018, estas características refletiram-se numa diferença média de desempenho de leitura entre estudantes imigrantes e não imigrantes, com os segundos a registarem melhores performances (mais 17 pontos).

Ao contrário do verificado em muitos países participantes no PISA, no Luxemburgo, os estudantes imigrantes de primeira geração obtiveram melhor desempenho na leitura do que os estudantes imigrantes de segunda geração.

O PISA é uma avaliação trienal de alunos de 15 anos de todo o mundo, que analisa até que ponto esses estudantes adquiriram os conhecimentos e competências essenciais para a sua plena participação na sociedade.  

Para este relatório, foram ouvidos cerca de 600.000 alunos, representando 32 milhões de jovens, daquela idade, das escolas dos 79 países e economias participantes.     



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