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Pfizer e BioNTech iniciam recrutamento para testar vacina contra Omicron
Sociedade 2 min. 25.01.2022
Covid-19

Pfizer e BioNTech iniciam recrutamento para testar vacina contra Omicron

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Pfizer e BioNTech iniciam recrutamento para testar vacina contra Omicron

Foto: Paul Hennessy/SOPA Images/dpa
Sociedade 2 min. 25.01.2022
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Pfizer e BioNTech iniciam recrutamento para testar vacina contra Omicron

Lusa
Lusa
A vacina inicial desenvolvida pela Pfizer e pela BioNTech foi a primeira contra a covid-19 autorizada nos países ocidentais, em dezembro de 2020.

A parceria Pfizer-BioNTech iniciou o recrutamento para testes clínicos em adultos sobre a segurança e a resposta imunitária da vacina contra a covid-19 direcionada especificamente para a variante Omicron, anunciaram esta terça-feira as duas empresas.

O ensaio clínico abrange 1.420 pessoas, dos 18 aos 55 anos. Os participantes no ensaio são divididos em três grupos. O primeiro inclui pessoas que receberam duas doses da vacina da Pfizer-BioNTech, 90 a 180 dias antes, e que receberão uma ou duas injeções do novo soro testado.

O segundo grupo é composto por pessoas que receberam a terceira dose, ou reforço, no mesmo período e que receberão uma nova dose da vacina inicial ou uma dose da vacina projetada para a Omicron.

O terceira comporta pessoas que não receberam qualquer vacina contra a covid-19 e que receberão três doses da que visa especificamente a Omicron.

O líder do laboratório americano Pfizer, Albert Bourla, tinha declarado no início de janeiro que o gigante farmacêutico poderia estar prestes a pedir autorização para uma nova vacina, que visa esta variante da covid-19.

Se os dados atuais indicam que as doses de reforço da vacina original protegem contra as formas graves de Omicron, a empresa prefere agir por execesso de zelo, defendeu a responsável pelas vacinas na Pfizer, Kathrin Jansen, em comunicado. "Reconhecemos a importância de estarmos preparados no caso de esta proteção diminuir com o tempo e de ajudar a enfrentar a Omicron e outras variantes no futuro", declarou.

Para o responsável pela empresa alemã BioNTech, Ugur Sahin, a proteção da vacina inicial contra as formas leves ou moderadas da covid-19 parece desaparecer mais rapidamente contra a variante mais recente e contagiosa.

"Este estudo realiza-se no âmbito da nossa abordagem científica, que visa conceber vacinas direcionadas para as variantes, que consigam desenvolver níveis semelhantes de proteção face à Omicron, como para as variantes que surgiram antes, mas com uma duração de proteção mais longa", precisou.

A vacina inicial desenvolvida pela Pfizer e pela BioNTech foi a primeira autorizada nos países ocidentais, em dezembro de 2020. A conceção, baseada na tecnologia ARN, permite-lhe ser relativamente fácil de modificar e atualizar para acompanhar a evolução das mutações específicas em novas variantes.

Vários países começaram a registar uma diminuição do número de casos da vaga provocada pela Omicron, a variante mais transmissível detetada nesta fase, apesar de o número de contágios no mundo continuar a subir. 

 

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