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Pessoas com rendimento inferior a 30.000 euros por ano com risco elevado de contrair covid-19
Sociedade 02.03.2021

Pessoas com rendimento inferior a 30.000 euros por ano com risco elevado de contrair covid-19

Pessoas com rendimento inferior a 30.000 euros por ano com risco elevado de contrair covid-19

Foto: AFP
Sociedade 02.03.2021

Pessoas com rendimento inferior a 30.000 euros por ano com risco elevado de contrair covid-19

Diana ALVES
Diana ALVES
O rendimento disponível das famílias afeta o risco de infeção pela covid-19, revela um estudo luxemburguês publicado na revista The Lancet.

Um estudo realizado pela Universidade do Luxemburgo e pelo Instituto Luxemburguês de Saúde (LIH, na sigla inglesa) concluiu que as pessoas cujo rendimento disponível do agregado é inferior a 30.000 euros por ano apresentam um risco elevado de serem contaminadas pelo coronavírus. 

Esta é uma das conclusões do inquérito que analisou os testes de diagnóstico à covid-19 realizados no âmbito da primeira fase do programa de testes em larga escala no Grão-Ducado, entre maio e setembro do ano passado. Os investigadores analisaram a prevalência de casos positivos de covid-19 mediante uma série de categorias, como sexo, idade, país de residência, setor de atividade ou rendimento. 

Um dos resultados que salta à vista dos investigadores é que as pessoas com um rendimento disponível inferior a 30.000 euros por ano têm mais probabilidade de testar positivo para o coronavírus mais recente do que indivíduos com rendimento disponível entre 30.000 a 60.000 euros por ano, por exemplo.


Centro de testes covid-19 em Belval.
Testes em larga escala evitaram cerca de 1.800 infeções
Esta é a principal conclusão de um estudo recente elaborado pela 'taskforce Covid-19'.

O estudo, publicado na revista The Lancet, concluiu também sem a campanha de rastreio o número total de infeções na primeira vaga da pandemia teria sido 43% mais elevado. Os autores do documento chamam ainda a atenção para outras constatações. Por exemplo, além da relação entre rendimento e risco de infeção, o estudo conclui que ser assintomático implicará "provavelmente" os mesmos riscos em termos de contágio do Sars-CoV-2 (vírus que provoca a doença da covid-19).

"Os dados mostram que os doentes infetados infetam, em média, um número similar de pessoas, quer apresentem sintomas, quer sejam assintomáticos", pode ler-se na nota de imprensa sobre o estudo. A investigação foi levada a cabo por vários investigadores da equipa Research Luxembourg, da Universidade do Luxemburgo e do Instituto Luxemburguês de Saúde (LIH, na sigla em inglês). 

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