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Parkinson. Novo tratamento devolve movimentos aos doentes
Sociedade 24.04.2019

Parkinson. Novo tratamento devolve movimentos aos doentes

Parkinson. Novo tratamento devolve movimentos aos doentes

Foto: Shutterstock
Sociedade 24.04.2019

Parkinson. Novo tratamento devolve movimentos aos doentes

Uma equipa de investigação canadiana conseguiu, através de um novo tratamento, recuperar movimentos físicos em doentes com Parkinson.

Este pode ser o futuro dos tratamentos para pessoas com a doença de Parkinson. Na Wertern University, em Ontário, Canadá, uma equipa de cientistas desenvolveu um implante com elétrodos que ajuda a fortalecer os sinais do cérebro para os membros.

Mandar Jog, um dos professores envolvidos, explica o processo que ocorre no nosso corpo quando nos movimentamos e como este tratamento pode ajudar. “Quando caminhamos, o nosso cérebro envia informação para que as pernas se mexem. O cérebro recebe sinais de volta quando o movimento é concluído, para então enviar novas instruções. A doença de Parkinson reduz os sinais que retornam ao cérebro, interrompendo o ciclo e fazendo com que os pacientes ‘congelem’ no processo de movimentação”.

O estímulo elétrico, criado pelo implante com elétrodos, desperta o mecanismo de resposta das pernas para o cérebro que havia sido afetado com Parkinson. Caminhar é um dos maiores problemas para pessoas com esta doença. Cerca de um quarto dos pacientes revela dificuldades à medida que o tempo avança. “Os nossos pacientes têm a doença há pelo menos 15 anos e não se sentiam seguros para caminhar havia muitos anos", explica o professor.

“Pensávamos que os problemas de locomoção ocorriam porque os sinais do cérebro para as pernas não chegavam. Mas parece que o problema está nos sinais que retornam. É um tratamento de reabilitação completamente diferente", continua.

Beckie Port, diretora do Parkinson's UK, entidade do Reino Unido dedicada a estudos sobre a doença de Parkinson, mostrou-se satisfeita com os resultados: "Se estudos futuros continuarem a ter resultados tão promissores quanto este, novos tratamentos terão a possibilidade de melhorar drasticamente a qualidade de vida dos pacientes, dando-lhes liberdade para aproveitar e participar das atividades do dia a dia”.

Ana Patrícia Cardoso

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