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Pandemia. CLAE propõe alívio das restrições para os mais vulneráveis
Sociedade 2 min. 23.02.2021

Pandemia. CLAE propõe alívio das restrições para os mais vulneráveis

Jovens são um dos grupos mais vulneráveis na pandemia.

Pandemia. CLAE propõe alívio das restrições para os mais vulneráveis

Jovens são um dos grupos mais vulneráveis na pandemia.
Foto: Pierre Matgé
Sociedade 2 min. 23.02.2021

Pandemia. CLAE propõe alívio das restrições para os mais vulneráveis

Henrique DE BURGO
Henrique DE BURGO
O Comité de Ligação das Associações de Estrangeiros (CLAE) pede às autoridades luxemburguesas um reforço do apoio prestado às pessoas mais vulneráveis afetadas pela crise pandémica.

Entre as propostas para atenuar os efeitos da crise pandémica sobre esta camada da população, o CLAE propõe "uma redução das medidas restritivas para quem está em sofrimento, uma grande campanha de comunicação para lutar contra a violência conjugal, o reforço de meios das unidades psiquiátricas hospitalares ou o reembolso extensivo das consultas psicológicas".

Numa altura em que a crise sanitária entra no segundo ano, o CLAE alerta que "em casos graves, podem ocorrer pensamentos suicidas, aumento da violência de género no ambiente familiar e aumento de divórcios, com as suas consequências sociais". No que toca aos pensamentos suicidas, esta é aliás uma das preocupações do Ministério da Educação e que esteve na base da reabertura das escolas. Os representantes das associações de estrangeiros lembram, por isso, que embora o Luxemburgo seja "o país com o maior Produto Interno Bruto per capita da Europa, tem na sua população uma franja menos privilegiada que se sente também menos protegida e sofre em silêncio com as consequências da crise sanitária".

Apesar do apoio financeiro disponibilizado pelo Governo, o CLAE aponta, no entanto, que "faltam mecanismos de apoio individual e psicológico para dar resposta às necessidades observadas no terreno". Entre os problemas observados no terreno, os responsáveis do comité associativo apontam a perda do contacto humano, o isolamento e a ansiedade geradas pelo confinamento, pelo distanciamento social e pelo teletrabalho.


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São cada vez mais os jovens que procuram apoio psicológico. Têm a vida em "suspenso", e a crise está a causar-lhes sérios problemas emocionais. Os seus testemunhos ao Contacto são um grito de alerta.

A situação dos jovens, muitos deles estudantes pertencentes a famílias com baixo rendimento e que deixaram de auferir algum rendimento a trabalhar nos cafés e restaurantes (fechados desde novembro do ano passado), é outro dos apontados no seu comunicado. Nesse sentido, para contrariar o cenário observado no terreno, o CLAE pede um "reforço das medidas de apoio em vigor".

País precisa de mais enfermeiros 

Outra das propostas do CLAE para enfrentar a crise pandémica é o alívio da sobrecarga do sistema de saúde do Luxemburgo. "Com cerca de 70% da atividade hospitalar do país a depender de mão-de-obra transfronteiriça", o CLAE propõe que as autoridades incentivem os jovens locais para a formação de enfermagem e assistente de enfermagem, através dos liceus dos liceus técnicos de profissões de saúde do país (em Bascharage, Cidade do Luxembourg e Ettelbruck).


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A criação de uma Faculdade de Medicina com um curso completo no Luxemburgo e o desenvolvimento de formações em especialidades médicas é outra das medidas defendidas no comunicado, indo ao encontro da reivindicação da Associação dos Estudantes de Medicina do Luxemburgo. Por último, o CLAE lamenta a falta de apoio estatal às associações que "enfrentam dificuldades desde o início da pandemia".  

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