Países de risco. Bélgica passa a 'laranja'
Países de risco. Bélgica passa a 'laranja'
A notícia chegou 48 horas após o reforço das medidas sanitárias anunciado pelo Conselho Nacional de Segurança belga na quinta-feira: o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (CEPCD, na sigla inglesa) decidiu pintar a Bélgica de cor 'laranja' no seu mapa da covid-19.
Na prática isto significa que o país apresenta agora uma proporção de entre 20 a 60 casos positivos por 100.000 habitantes durante os últimos 14 dias. Nesta classificação, o país junta-se ao vizinho Luxemburgo, que já tinha mudado para 'laranja' a 13 de julho. Segundo os dados do Centro Europeu, a Bélgica registou 21,2 casos de covid-19 por 100.000 habitantes nos últimos 14 dias, chegando por pouco ao limite 'laranja'.
Desde o início de julho, a curva de infeções no país tem vindo a subir de forma constante. Só na semana entre 16 e 22 de julho o instituto de saúde pública belga Sciensano registou um aumento de 71% de novas infeções. Em média, foram detetados 255,3 novos casos por dia durante este período.
Mas já na sexta-feira, a única cidade na região flamenga onde a situação é mais alarmante do que na Valónia tinha passado a 'laranja'. Em Antuérpia a situação parece ser a mais grave, com 805 infeções detetadas entre 16 e 22 de julho, uma incidência de 42,7 casos por 100.000 habitantes. A questão que agora se coloca às autoridades é se devem ou não reconfigurar toda a área de Antuérpia, a segunda maior cidade depois de Bruxelas. A dúvida dos especialistas deverá ser respondida no final da reunião do Conselho de Segurança Nacional esta segunda-feira. No total, a Bélgica diagnosticou 65.727 casos confirmados desde o início da epidemia e registou 9.281 mortes associadas à covid-19.
Com esta nova classificação o país ocupa agora a oitava posição entre 31 Estados europeus em termos do número de infeções detetadas desde o surto da epidemia. O Luxemburgo, que tem agora 219,4 casos por 100.000 habitantes está na zona 'vermelha' (> 120), muito à frente da Bélgica. No caso do Grão-Ducado, os dados não têm, no entanto, em conta a campanha de testes em larga escala conduzida pelo Grão-Ducado, bem como os 200.000 trabalhadores transfronteiriços que se juntam aos 626.000 residentes na contagem dos casos positivos.
Artigo original publicado na edição francesa do Luxemburger Wort. Tradução e edição de Catarina Osório.
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