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"Os luxemburgueses deviam apanhar um avião e ir a Portugal"
Sociedade 27.10.2016 Do nosso arquivo online
Dominique da Silva

"Os luxemburgueses deviam apanhar um avião e ir a Portugal"

Dominique da Silva é a única mulher atrás das câmaras no Luxemburgo
Dominique da Silva

"Os luxemburgueses deviam apanhar um avião e ir a Portugal"

Dominique da Silva é a única mulher atrás das câmaras no Luxemburgo
Foto: Pierre Matgé
Sociedade 27.10.2016 Do nosso arquivo online
Dominique da Silva

"Os luxemburgueses deviam apanhar um avião e ir a Portugal"

A proposta é da repórter de imagem Dominique da Silva. A portuguesa, que nasceu no Luxemburgo, filmou as férias em Portugal dos imigrantes portugueses para uma série de reportagens que vão ser transmitidas na RTL. É a história da primeira geração, dividida entre Portugal e o Luxemburgo, e a dos seus filhos e netos. E é também a história da mulher por trás da câmara.

Por Paula Telo Alves - Dominique da Silva estava a filmar uma mãe no casamento da filha, em Portugal, quando se emocionou. “Pensei: controla-te, continua a filmar”. Na reportagem que vai ser transmitida pela RTL, uma imigrante portuguesa que chegou ao Grão-Ducado aos 15 anos conta que se sente dividida entre Portugal e o Luxemburgo, os seus dois países. “Ela estava a falar de uma situação que é a dos meus pais. Emocionei-me. E quando olhei para a Jenny [jornalista da RTL], percebi que ela também tinha lágrimas nos olhos e que não era a única a estar emocionada”.

O testemunho integra uma série de quatro reportagens que o canal de televisão luxemburguês vai transmitir, de 31 de outubro a 3 de novembro, às 19h. O título, “Dohannen / Doheem: e Summer a Portugal” (“Lá em baixo / Aqui em casa: um Verão em Portugal”), evoca a vida dupla da primeira geração de imigrantes e a ligação que os seus filhos ainda mantêm com Portugal.

O canal de televisão luxemburguês acompanhou a viagem de oito portugueses, da partida do Luxemburgo até aos seus destinos de férias: Amares, no distrito de Braga, Favaios, no concelho de Alijó, Algarve e Mortágua, a terra natal de muitos imigrantes no Grão-Ducado. Foi dali que vieram os pais de Dominique, em 1971. “Foi como filmar uma realidade que é também a dos meus pais”, conta a repórter de imagem. (...)

Leia o artigo, na íntegra, na edição do jornal Contacto desta quarta-feira.

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A investigadora luxemburguesa Aline Schiltz estuda a emigração portuguesa para o Luxemburgo desde 2003. A viver entre Lisboa e o Grão-Ducado, a geógrafa, de 35 anos, é autora de vários estudos sobre os portugueses, incluindo uma tese de doutoramento em que analisa a mobilidade entre os dois países. Diz que o Luxemburgo se “lusificou” e que a emigração portuguesa levou à criação de um “espaço transnacional” que podia servir de modelo para uma Europa sem fronteiras.