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Os cuidados que deve ter nesta fase de combate ao coronavírus
Sociedade 7 min. 13.03.2020

Os cuidados que deve ter nesta fase de combate ao coronavírus

Os cuidados que deve ter nesta fase de combate ao coronavírus

Foto: Guy Jallay
Sociedade 7 min. 13.03.2020

Os cuidados que deve ter nesta fase de combate ao coronavírus

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Na fase mais crítica, a da mitigação da doença, há que redobrar os cuidados e aplicar outros.

O combate ao coronavírus começa a entrar na sua fase crítica. Com a oficialização de pandemia, na quarta-feira, 11 de março, vários países, sobretudo europeus, passaram a juntar às medidas de contenção outras, mais duras, já da fase de mitigação da doença, como fecho de escolas  e outros estabelecimentos coletivos e o pedido para que as pessoas fiquem em casa.

A proteção individual e, por consequência, a dos outros é, por isso, vital, nesta altura.

Estas são as medidas que deve seguir, de acordo com as recomendações do ministério da Saúde.

Desde logo devem ser tomadas as mesmas precauções que para qualquer outra infecção respiratória.

1) O mais importante: lavar as mãos regularmente e de forma adequada. A melhor maneira de lavar as mãos é ilustrada pelo desenho abaixo:

Foto: Ministério da Saúde


2) Se tossir ou espirrar faça-o num lenço de papel, que deve deitar logo fora, ou no antebraço ou vinco do cotovelo. Deite o lenço de papel para dentro de um recipiente com uma tampa. 

3) Evite dar abraços, apertos de mão ou beijar. 

4) Evite o contacto próximo com pessoas doentes (mantenha uma distância de pelo menos 2 metros). 

5) Fique em casa se sentir doente. Não vá trabalhar! 

6) Evite tocar o rosto com as mãos o máximo possível.

Quem é considerado mais vulnerável?

1) São considerados vulneráveis pessoas que tenham mais de 65 anos de idade ou se já estiverem a sofrer de uma das condições a seguir mencionadas:
- Diabetes 
- Doenças cardiovasculares 
- Doenças crónicas do foro respiratório
- Cancro
- Uma imunodeficiência relacionada com alguma patologia ou terapia

Se for uma pessoa vulnerável como deve atuar?

Proteja-se do coronavírus da mesma forma que se protegeria de uma gripe. Siga as seis instruções acima e evite áreas mal ventiladas com muitas pessoas. 

 Além disso, siga também estas recomendações: 

1)  Vá às compras fora das horas de ponta, se possível; 

2) Atrasar viagens e deslocações desnecessárias; 

3) Evite grandes eventos e espaços de reunião, espaços confinados, grandes multidões (em cinemas, salas de concertos, recintos desportivos) e locais onde não consiga manter uma distância de segurança de pelo menos 1 a 2 metros; 

4) Evite ao máximo o transporte público.

O uso de máscaras é recomendado para as pessoas imunossuprimidas, como forma de se protegerem contra a Covid-19?  

Não. Estas pessoas não estão sujeitas a precauções especiais no âmbito da Covid-19. Apenas as pessoas que têm uma imunodeficiência ou que estão a submeter-se a um tratamento que enfraquece as suas defesas imunitárias, e para as quais o médico assistente já prescreveu medidas de protecção específicas (como o uso de uma máscara num hospital) devem continuar a seguir estas prescrições.

Quando se deve usar máscara?

O uso de uma máscara de forma preventiva não é recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como forma de evitar a contaminação com o vírus COVID-19. O uso de máscaras especiais (FFP2) para prevenir a infecção pelo coronavírus só fazem sentido em hospitais onde os pacientes infectados pelo virus são tratados e em laboratórios para a análise do material corporal desses pacientes.

Porque e quando se deve ficar em auto-quarentena e auto-isolamento?

Auto-quarentena: 

Se tiver estado em contato com uma pessoa que tenha sido confirmada como positiva novo coronavírus, fique em casa durante sete dias, contados a partir do dia do diagnóstico confirmado. 

Durante este período, evite qualquer contacto com outras pessoas. Durante os sete dias seguintes a estes primeiros sete dias, monitorize-se: verifique a sua temperatura duas vezes por dia.

Auto-isolamento

Se estiver com sintomas de doença, ou seja, febre e tosse, fique em casa durante sete dias e evite qualquer contato com outras pessoas, se possível. Uma vez desaparecidos os sintomas, fique em casa por mais 24 horas. Se persistirem os sintomas contacte a linha de apoio para o efeito: 8002 8080

O novo coronavírus é especialmente perigoso para as mulheres grávidas e para os fetos?

De acordo com o que é actualmente conhecido, o SRA-CoV-2 (designação científica do novo coronavírus que causa a Covid-19) não parece constituir uma ameaça particular para as mulheres grávidas. As mulheres grávidas não estão, portanto, sujeitas a medidas de protecção adicionais para além das normalmente recomendadas no contexto da sua gravidez. Até hoje, o coronavírus não tem estado associado a anomalias fetais ou a um risco acrescido de um parto prematuro. 

Podem visitar-se as pessoas mais velhas nos lares?

Além das medidas de autoproteção, é preciso lembrar que ela se deve estender aos outros, sobretudo os mais velhos.  Por isso, não. Não é possível visitas a lares de idosos nesta fase. Como essas instalações cuidam de pessoas muito vulneráveis, as visitas e licenças são proibidas até nova ordem. A gestão das instalações pode permitir excepções à proibição de visitas, em casos muito específicos, para os entes queridos e familiares, desde que não apresentem quaisquer sintomas. Todas as pessoas que entrarem num estabelecimento terão de desinfectar as suas mãos e respeitar as regras gerais de higiene.

Outras questões que podem surgir são o que fazer se a pessoa suspeitar que está contaminada.

Nesse caso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) refere que deve ter em conta os sintomas da Covid-19 (febre, cansaço, tosse e infeção respiratória), se viajou para zonas com focos de infeção, ou se esteve com uma pessoa infetada. Algumas pessoas também sofrem de dores musculares, congestão nasal e rinorreia, dor de garganta e diarreia.

Se forem essas as situações, deve isolar-se, evitar o contacto com os outros e  contactar a linha de apoio (não deve dirigir-se presencialmente às urgências do hospital, nem dos centros de saúde).

Como saber se esteve em contacto próximo com alguém doente?

Considera-se contacto próximo quando se permaneceu a uma distância menor que dois metros de um caso provável de infeção, durante algum tempo. Por exemplo, se tiver conversado com alguém a menos de um a dois metros. Se tiver viajado no mesmo carro, um automóvel ligeiro, o risco de infeção é para todos os ocupantes. Se tiver viajado num autocarro de 55 lugares sentados, com um paciente infetado, entre 14 a 21 dos ocupantes correm o risco de exposição. No avião consideram-se expostas entre 12 a 25 pessoas, numa cabine de classe turística, por exemplo.

E se os testes confirmarem que tenho o Covid-19? 

Depois de se submeter ao teste, que consoante a gravidade ou fase da doença,e  organização da autoridades de saúde pode ser feito em casa, em postos de recolha para o efeito ou em hospitais selecionados, há diferentes hipóteses.

Se não tiver sintomas ou se os seus sintomas forem ligeiros, as autoridades de saúde prescreverão isolamento domiciliar e medidas de higiene extremas para evitar infectar os cuidadores, tais como o uso de máscaras, lavagem das mãos com água e sabão ou um desinfectante à base de álcool. A maioria das pessoas (cerca de 80 por cento) recupera da doença sem qualquer tratamento especial. 

 Se os sintomas forem graves, será internado no hospital. Não há nenhum medicamento antiviral específico para tratar o Covid-19, embora em alguns países estejam a ser testados antiretrovirais e outras substâncias em ensaios clínicos para tratamentos. A maioria dos pacientes recupera com a ajuda de medidas de apoio para aliviar os sintomas, em quartos isolados e com a ajuda de instrumentos respiratórios.








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