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Oposição pede fim do patrulhamento de segurança privada na Cidade do Luxemburgo
Sociedade 24.09.2021
Patrulha na Gare

Oposição pede fim do patrulhamento de segurança privada na Cidade do Luxemburgo

Patrulha na Gare

Oposição pede fim do patrulhamento de segurança privada na Cidade do Luxemburgo

Chris Karaba
Sociedade 24.09.2021
Patrulha na Gare

Oposição pede fim do patrulhamento de segurança privada na Cidade do Luxemburgo

Susy MARTINS
Susy MARTINS
Os três partidos da oposição na capital, LSAP, Verdes e déi Lénk, exigem que a autarquia rescinda o contrato com a empresa privada de segurança G4S. O pedido é feito numa carta endereçada à ministra do Interior, Taina Bofferding.

Os partidos da oposição pedem assim a intervenção do Governo, depois de a burgomestre da Cidade do Luxemburgo anunciar a manutenção do contrato com a G4S. O contrato começou na primavera e termina no dia 1 de novembro. Mas Lydie Polfer escusa-se para já a revelar se vai, ou não, prolongá-lo.

Está em curso uma investigação para apurar responsabilidades no caso de 4 de setembro, dia em que um homem foi mordido por um cão da patrulha de segurança privada, na avenida da Gare. 


Mais de 90% dos cães polícia ou usados em missões de segurança são pastores alemães ou pastores belgas.
Meio minuto na linha vermelha
O cão que atacou um cidadão na Avenue de la Gare na semana passada estava treinado para resistir ao stress. A investida de 29 segundos tornou-se no assunto político da semana, porque o animal estava ao serviço de uma empresa de segurança privada. Mesmo treinados pela polícia, os canídeos perdem o controlo mais vezes do que se pensa.

Os primeiros elementos do inquérito, revelados pela burgomestre Polfer, indicam que o cão foi “ponteado pelo homem que estaria alcoolizado”. A investigação deverá também revelar porque razão o cão não tinha mordaça e porque é que o seu mestre teve tantas dificuldades em controlá-lo.

Segundo os partidos da oposição na capital, o contrato da autarquia com a G4S é “ilegal e anticonstitucional”, defendendo que os seguranças estão a desempenhar funções que não deviam.


Mais de 60% dos assaltos com violência nos últimos meses ocorreram na capital
Os números foram revelados pelo ministro da Segurança Interna que promete anunciar em breve medidas para combater este problema.

Para além da carta à ministra do Interior, a oposição vai entregar uma moção para rescisão do referido contrato ao Conselho Comunal da Cidade do Luxemburgo, que reúne na próxima segunda-feira.  

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