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Oposição democrática da Bielorrússia vence Prémio Sakharov 2020
Sociedade 22.10.2020

Oposição democrática da Bielorrússia vence Prémio Sakharov 2020

Oposição democrática da Bielorrússia vence Prémio Sakharov 2020

Foto: AFP
Sociedade 22.10.2020

Oposição democrática da Bielorrússia vence Prémio Sakharov 2020

Ana B. Carvalho
Ana B. Carvalho
O Parlamento Europeu adotou no mesmo dia novas recomendações apelando a uma revisão abrangente das relações entre a UE e a Bielorrússia.

A oposição democrática na Bielorrússia venceu o Prémio Sakharov 2020 para a Liberdade de Pensamento atribuído pelo Parlamento Europeu. David Sassoli, presidente do Parlamento Europeu, anunciou os vencedores esta quinta-feira, no hemiciclo de Bruxelas.

"Gostaria de felicitar os representantes da oposição bielorussa pela sua coragem, resiliência e determinação. Mantiveram-se e continuam determinados contra um oponente muito mais forte. Mas têm algo do seu lado que a força bruta nunca poderá superar - a verdade. Caros laureados, mantenham-se fortes e não desistam da vossa luta. Saibam que estamos ao vosso lado'', disse o Presidente Sassoli na sequência do anúncio

O Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento é atribuído todos os anos pelo Parlamento Europeu. Foi criado em 1988 para prestar homenagem a indivíduos e organizações que defendem os direitos humanos e as liberdades fundamentais.

O prémio, no valor de 50.000 euros, é atribuído em memória do físico e dissidente político soviético Andrei Sakharov. A cerimónia de entrega do prémio terá lugar a 16 de dezembro.

A oposição democrática na Bielorrússia é representada pelo Conselho de Coordenação, uma iniciativa de mulheres corajosas, bem como de figuras de liderança política e da sociedade civil. 

Oposição democrática na Bielorrússia, Minsk, 30 de agosto de 2020
Oposição democrática na Bielorrússia, Minsk, 30 de agosto de 2020
Nadzeia Buzhan Nasha Niva

A Bielorrússia tem atravessado uma crise política desde as disputadas eleições presidenciais de 9 de agosto, que levaram a uma revolta contra o Presidente autoritário Alexander Lukashenko e a uma brutal repressão dos manifestantes por parte do regime.

No mesmo dia em que anunciou o prémio, o Parlamento adotou também novas recomendações apelando a uma revisão abrangente das relações entre a UE e a Bielorrússia. 


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 "Quero acrescentar uma palavra sobre o recente assassinato de um dos finalistas deste ano, Arnold Joaquín Morazán Erazo, membro do grupo ambientalista Guapinol. O grupo opõe-se a uma mina de óxido de ferro nas Honduras. É imperativo que seja levada a cabo uma investigação credível, independente e imediata sobre este assunto e que os responsáveis sejam responsabilizados", acrescentou ainda Sassoli no seu discurso.

Em 2019, o prémio  Sakharov foi atribuído a Ilham Tohti , um economista Uyghur que defende os direitos da minoria Uyghur na China.

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