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Opinião. Uma guerra mundial, contra um vírus assassino
Editorial Sociedade 2 min. 19.03.2020 Do nosso arquivo online

Opinião. Uma guerra mundial, contra um vírus assassino

Opinião. Uma guerra mundial, contra um vírus assassino

Foto: Lusa
Editorial Sociedade 2 min. 19.03.2020 Do nosso arquivo online

Opinião. Uma guerra mundial, contra um vírus assassino

Sérgio FERREIRA BORGES
Sérgio FERREIRA BORGES
A incúria de muitos andou à solta, em nome de uma liberdade que deixou de ser um valor fundador das sociedades modernas, para se transformar num oligofrénico preconceito de gente desinformada.

A maioria dos portugueses – e dos europeus, de um modo geral – nunca imaginou passar por uma situação destas. Isolar-se em casa, voluntariamente, para fugir de um perigo invisível e desconhecido.

Tudo indica que virão aí medidas mais severas, como única forma de vencer um vírus que já matou milhares de pessoas, um pouco por todo o mundo.

As restrições que se esperam, como a reposição de fronteiras e o condicionamento legal da circulação e do convívio social, pecam por tardias. Portugal ficou à espera da reacção europeia e isso foi fatal, para a entrada do coronavírus. Já o perigo era latente e ainda havia muitos portugueses em viagem, tanto de negócios, como de lazer. Isto, só por si, era uma porta aberta para a entrada do inimigo. Estes portugueses mostraram a sua repugnante ignorância e indiferença, perante um perigo que dilacera toda a sociedade.


Marcelo Rebelo de Sousa.
Portugal. Estado de Emergência começa à meia-noite e dura 15 dias
Marcelo Rebelo de Sousa decretou que os portugueses têm de ficar em confinamento em casa para travar a pandemia. Como no Luxemburgo.

Perante isto, as medidas governamentais deviam ter sido mais rápidas e mais ríspidas. Mas o poder político preferiu esperar pela reacção das instituições europeias, na esperança de que um qualquer milagre nos salvasse da calamidade.

A incúria de muitos andou à solta, em nome de uma liberdade que deixou de ser um valor fundador das sociedades modernas, para se transformar num oligofrénico preconceito de gente desinformada.


Opinião. Agora as boas notícias
Ainda que se trate do maior e mais negro cúmulo-nimbo deste século, o Covid-19 não foge à regra e algumas das mudanças que, em poucos dias, já provocou e ainda vai provocar serão benéficas a longo prazo.

Houve famílias que foram passar o carnaval a Milão, quando a tragédia já lá estava instalada. Outros, foram para Marrocos de férias, há uma semana. Estes últimos, despejaram sobre o Governo infâmias, como se a culpa não fosse deles próprios. Mas tiveram a sorte de o Governo fretar dois aviões para os resgatar e conseguir uma autorização especial para aterrar em Marraquexe, depois de Marrocos ter fechado os seus aeroportos.

Mas o Governo devia ter feito mais e mais rapidamente. Sobretudo, devia ter avaliado o tipo de respostas que o Serviço Nacional da Saúde tem, para epidemias destas proporções.

Sabe-se agora que faltam zonas de isolamento nos hospitais, que faltam ventiladores, que falta equipamento de segurança para médicos e enfermeiros que contactam directamente com os infectados, pondo em risco a sua própria vida. Só na zona de Lisboa, há mais de 50 médicos em quarentena e alguns também infectados. No país inteiro, diz-se que há cerca de 200 enfermeiros na mesma situação.

Por tudo isto, António Costa não se livra de críticas e muita gente compara o seu comportamento de agora, com a displicência com que reagiu aos fogos de 2017. Também o Presidente da República falhou, ao fazer uma quarentena, na sua residência privada, abandonando o seu posto de combate, isto é, o Palácio de Belém. Era lá que devia ter cumprido essa medida de precaução.

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