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OMS quer bebidas alcoólicas mais caras
Sociedade 3 min. 28.01.2019 Do nosso arquivo online

OMS quer bebidas alcoólicas mais caras

OMS quer bebidas alcoólicas mais caras

Foto: Pixabay
Sociedade 3 min. 28.01.2019 Do nosso arquivo online

OMS quer bebidas alcoólicas mais caras

O aumento do preço das bebidas alcoólicas e a diminuição da exposição ao marketing e consumo são as metas do plano europeu da Organização Mundial de Saúde de forma a reduzir o consumo de álcool. Vários especialistas estão reunidos até terça-feira em Santo Tirso, no norte de Portugal.

Trinta organizações nacionais e internacionais em representação de 15 países começaram esta segunda a debater a implementação do Plano Europeu de Ação para a redução do consumo de álcool, no período 2012-2020. Os especialistas reunidos em Santo Tirso, procuram obter respostas para os resultados que ficaram aquém das metas, informou Carina Ferreira Borges, do escritório regional da Organização Mundial de Saúde (OMS, na sigla portuguesa) em Portugal, à agência Lusa.

Segundo o comunicado da OMS divulgado hoje o número de mortes ligadas ao álcool é muito elevado entre jovens - uma em cada sete mortes entre os 15 e os 19 anos e uma em cada cinco mortes entre os 20 e os 24 , daí a especialista querer mais medidas a nível nacional, por exemplo nas áreas do marketing e do preço das bebidas. 

Segundo Carina Borges há "estudos que mostram que [as medidas] são relativamente fáceis e economicamente viáveis de implementar", elencando o "aumento do preço das bebidas alcoólicas, para diminuir a disponibilidade que existe ao consumo". As campanhas de marketing são outra das soluoes, "pois quem está exposto consome mais, e nos jovens é extremamente problemático, porque não só consomem mais como de uma maneira diferente, com maiores danos", alerta a especialista.

Do conjunto de recomendações em análise em Santo Tirso, faz também parte "a disponibilidade, ou seja, o acesso perto de escolas" dos jovens às bebidas alcoólicas que a OMS quer eliminar. A perspetiva mundial também não é animadora, "com mais de um milhão de mortes atribuídas ao álcool" anualmente, o que requer atenção dos governos mundiais. 

 A especialista menciona o caso da Rússia,"hoje em dia um dos países onde menos se consome [álcool]". Segundo Carina Borges, na base da redução estiveram "medidas ligadas ao estabelecimento de um preço mínimo nas bebidas alcoólicas", situação também registada "na Escócia, com muita resistência por parte da indústria das bebidas alcoólicas, e que levou a grandes discussões ao nível dos tribunais tendo, inclusive, chegado ao tribunal europeu".  

Luxemburgo não dá o exemplo

De acordo com dados publicados pela OMS em 2014, os residentes no Grão-Ducado consomem quase o dobro do álcool da média mundial anualmente, cerca de 11,9 litros (equivalente a 500 garrafas de cerveja). Ainda assim, estes números registaram um decréscimo dos números entre 2003-2005 (o consumo médio de álcool era de 13,3 litros). 

Os homens são a população onde existe maior dependência (4,7%, contra 1,2% no sexo feminino), apesar de prevalência de doenças associadas ao consumo de bebidas alcoólicas, seja igualmente elevada para em ambos os sexos (71,5%). Apesar disto, o álcool mata mais entre os homens ( 21,3%) do que entre as mulheres (9,3%). 


Governo luxemburguês quer proibir venda de álcool a menores de 18 anos
O ministro da Saúde, Étienne Schneider, disse hoje aos deputados que o alcoolismo é uma das áreas de aposta do atual executivo, escreve o jornal L'Essentiel.

Mais recentemente, em janeiro de 2019, o Eurostat dava conta que o Luxemburgo é o nono país da União Europeia onde mais álcool se compra. Cada família gasta, em média, 800 euros por ano em bebidas alcoólicas. Também este mês o governo luxemburguês mostrou a intenção de proibir a venda de álcool a menores de 18 anos, atualmente nos 16 anos. 

"Temos hoje suficiente evidência científica que nos permite dizer que há coisas que têm de ser mudadas. Não podemos manter os mesmos discursos. Como aconteceu na área do tabaco, a partir do momento em que tivemos mais evidência científica mudámos. A mesma coisa terá de acontecer na área do álcool", argumenta.

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Mais de 118 garrafas de vinho. É a quantidade média que um residente no Grão-Ducado bebe por ano. O valor está acima da média da OCDE e é dos mais elevados entre os países analisados. Em relação ao tabagismo o país compara melhor, já que foi um dos Estados, onde o hábito mais recuou entre 2000 e 2015. Os adultos estão a fumar menos, mas a taxa de jovens fumadores é das mais altas.