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OMS. "Não há provas" de que depois da cura não se possa voltar a ficar infetado
Sociedade 25.04.2020 Do nosso arquivo online

OMS. "Não há provas" de que depois da cura não se possa voltar a ficar infetado

OMS. "Não há provas" de que depois da cura não se possa voltar a ficar infetado

Foto: AFP
Sociedade 25.04.2020 Do nosso arquivo online

OMS. "Não há provas" de que depois da cura não se possa voltar a ficar infetado

A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou no sábado através de um comunicado que ainda não existem "provas" de que uma pessoa que tenha recuperado do coronavírus não possa ser infetada novamente.

A OMS alertou para o risco de criar qualquer tipo de "passaporte de imunidade", o que permitiria às pessoas recuperadas regressar ao trabalho e a outras atividades na sociedade. De acordo com o comunicado, esta medida pode facilitar a propagação do vírus, uma vez que existe a possibilidade de estas pessoas ignorarem as medidas de precaução para evitar a infeção.

"Alguns governos sugeriram que a deteção de anticorpos contra a SRA-CoV-2, o vírus que causa a covid-19, poderia servir de base para um "passaporte de imunidade" ou "certificado de ausência de riscos", que permitiria aos indivíduos viajar ou regressar ao trabalho, assumindo que estão protegidos contra a reinfeção", afirmou a OMS.

"Não há atualmente provas de que aqueles que recuperaram da covid-19 e têm anticorpos estejam protegidos de uma segunda infeção", acrescentou o documento.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou a 22 de abril que o coronavírus, que já infetou mais de 2,5 milhões de pessoas e causou quase 180 mil mortes em todo o mundo, "estará connosco durante muito tempo".

"Não há dúvida de que as ordens de permanência em casa e outras medidas de distanciamento físico têm suprimido com êxito a transmissão em muitos países. Mas este vírus continua a ser extremamente perigoso", alertou durante uma conferência de imprensa.

Nesse contexto, observou que, segundo dados preliminares, "a maioria da população mundial continua suscetível", indicando que a pandemia "pode facilmente voltar a crescer".

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