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OMS diz que taxa de reinfeção com Omicron é muito alta
Sociedade 3 min. 08.12.2021 Do nosso arquivo online
Covid-19

OMS diz que taxa de reinfeção com Omicron é muito alta

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OMS diz que taxa de reinfeção com Omicron é muito alta

Foto: Chris Karaba/Luxemburger Wort
Sociedade 3 min. 08.12.2021 Do nosso arquivo online
Covid-19

OMS diz que taxa de reinfeção com Omicron é muito alta

Lusa
Lusa
Variante já foi detetada até agora em 57 países, divulga esta quarta-feira a OMS num relatório.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta esta quarta-feira para a alta possibilidade de reinfeção de pessoas que já tiveram o vírus SARS-CoV-2 com a variante Omicron.

A variante mais recente do vírus da covid-19 foi detetada até agora em 57 países, com a maioria dos casos analisados a serem assintomáticos ou ligeiros, segundo um relatório divulgado esta quarta pela OMS.

Uma das preocupações manifestada pela OMS no relatório é, assim, a aparente alta taxa de reinfeção com esta variante de pessoas que já tinham tido covid-19 e que, por isso, tinham criado anticorpos naturais. A Omicron "parece espalhar-se rapidamente numa população altamente imunizada como era a da África do Sul", lê-se no relatório.


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É a vacinação dos 5-11 anos é mais polémica e que enche de dúvidas os pais. O Contacto ouviu especialistas, entre eles o coordenador de um dos ensaios clínicos nos Estados Unidos e explica-lhe tudo sobre esta nova vacina. "Não é urgente vacinar já todas as crianças. Só as de risco", é a opinião mais consensual.

Apesar do país ter uma taxa de vacinação contra a covid-19 baixa (cerca de 35% da população), a OMS diz que a imunização dos adultos deve estar entre os 60 e os 80 por cento, por causa do número de pessoas que os estudos estimam ter tido covid-19.

Segundo a OMS, os 212 casos de Omicron identificados na União Europeia, em 18 países, foram em pessoas que tiveram sintomas ligeiros da doença ou que eram mesmo assintomáticas. Mas segundo a organização, apesar de provocar menos casos graves de covid-19 do que a variante Delta (que é atualmente predominante), pode fazer aumentar o número de internamentos e mortes se, como temem as autoridades, for mais contagiosa, causando, por isso, mais infeções.

Nos últimos 60 dias, dos 900 mil casos analisados pela rede global de laboratórios GISAID (umas das redes de análise do vírus da covid-19 com que trabalha a OMS), mais de 99% continuam a ser causados pela variante Delta e apenas 713 (0,1%) são Omicron.

No entanto, numa semana, os casos de Omicron detetados pela rede GISAID passaram de 14 para os atuais 713, segundo os dados da OMS, que publica semanalmente um relatório com o ponto da situação da pandemia da covid-19 no mundo. A Omicron, por outro lado, já supera os casos de outras variantes detetadas anteriormente, como a Alfa ou a Gama.

Omicron vai dominar na UE entre janeiro e março de 2022

No relatório desta quarta-feira a OMS cita as previsões do Centro Europeu de Controlo e Prevenção de Doenças segundo as quais a nova variante deverá passar a ser a variante dominante na União Europeia entre janeiro e março de 2022, dependendo do nível de transmissibilidade que acabar por ter.


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Ou Moderna com Janssen. A vacinação heteróloga aumenta a resposta do organismo ao vírus, por isso é agora uma recomendação da Agência Europeia dos Medicamentos (EMA) e do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC).

A OMS destaca o aumento de casos em países do sul de África, a região onde a Omicron foi identificada pela primeira vez. Este aumento regista-se não apenas na África do Sul, onde os casos desta variante mais do que duplicaram numa semana (mais 111%), mas também no Essuatíni (antiga Suazilândia, onde o aumento foi de 1.990%), no Zimbabué (mais 1.361%), Moçambique (1.207%), Namíbia (mais 681%) e Lesoto (mais 219%).

São aumentos que podem estar relacionados com o maior número de testes de diagnóstico da covid-19 que se estão a fazer nestes países por causa do alarme gerado pela nova variante, realça a OMS.


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O relatório não refere a eficácia das vacinas da covid-19 atuais em relação à Omicron, mas afirma que os tratamentos que estão a ser usados em casos graves parecem funcionar de igual forma em relação a esta variante.

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