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OMS acredita que a transmissão do vírus Monkeypox pode ser interrompida na Europa
Sociedade 3 min. 23.05.2022
Varíola dos macacos

OMS acredita que a transmissão do vírus Monkeypox pode ser interrompida na Europa

As erupções cutâneas são um dos sintomas desta doença viral.
Varíola dos macacos

OMS acredita que a transmissão do vírus Monkeypox pode ser interrompida na Europa

As erupções cutâneas são um dos sintomas desta doença viral.
Photo: Getty Images/iStockphoto
Sociedade 3 min. 23.05.2022
Varíola dos macacos

OMS acredita que a transmissão do vírus Monkeypox pode ser interrompida na Europa

Lusa
Lusa
De acordo com Rosamund Lewis, especialista em varíola do programa de emergências da OMS, esta não é uma doença nova, uma vez que têm sido detetados casos de infeção pelo menos há 40 anos e que tem ainda “sido bem estudada na região africana”.

A transmissão do vírus Monkeypox pode ser interrompida na Europa, afirmou hoje a afirmou hoje a Organização Mundial da Saúde (OMS), que regista menos de 200 casos confirmados e suspeitos em países não endémicos.

“Queremos parar a transmissão de pessoa para pessoa. Podemos fazer isso nos países não endémicos. Estamos numa situação em podemos usar as ferramentas de saúde púbica para uma rápida identificação e isolamento dos casos”, adiantou Maria Van Kerkhove, especialista da OMS para área das doenças emergentes e zoonoses (doenças de animais que são transmissíveis ao homem).


Portugal confirma mais 14 casos de varíola dos macacos
Ao todo, o país já identificou 37 situações de infeção humana do vírus Monkeypox.

Numa situação de esclarecimento sobre a Monkeypox, que já tem 37 casos confirmados em Portugal, a epidemiologista da OMS salientou ainda que, conforme a vigilância se vai intensificando, é expectável que mais casos de infeção sejam detetados, mas atualmente não chegam às duas centenas de confirmados e suspeitos na Europa e América do Norte.

“Estamos a falar de menos de 200 casos de casos confirmados e suspeitos até agora, mas isso pode mudar com o tempo”, alertou Maria Van Kerkhove, ao reiterar que a situação atual é “controlável particularmente nos países que estão a assistir a surtos na Europa e na América do Norte”.

De acordo com Rosamund Lewis, especialista em varíola do programa de emergências da OMS, esta não é uma doença nova, uma vez que têm sido detetados casos de infeção pelo menos há 40 anos e que tem ainda “sido bem estudada na região africana”.

“Temos visto poucos casos na Europa nos últimos cinco anos e todos ligados a viajantes, mas esta é a primeira vez que estamos a ver casos em muitos países ao mesmo tempo em pessoas que não viajaram para as regiões endémicas de África”, reconheceu Rosamund Lewis.

  “São vírus que tendem a não mutar e são muito estáveis"  

De acordo com a especialista, os dados conhecidos para já não permitem dizer que se registou uma mutação do vírus, mas está a ser recolhida mais informação através da sua sequenciação. “São vírus que tendem a não mutar e são muito estáveis”, salientou Rosamund Lewis.

O número de casos confirmados de Monkeypox , em Portugal, subiu para 37 e estão distribuídos pelas regiões de Lisboa e Vale do Tejo, Norte e Algarve, anunciou hoje a DGS, adiantando que os doentes estão “estáveis e em ambulatório”.


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Segundo a organização, o vírus terá sido "trazido para o festival por visitantes do estrangeiro". O Luxemburgo não detetou nenhum caso até agora.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) adiantou, em comunicado, que foram confirmados mais 14 casos de infeção humana por vírus Monkeypox pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), o que fez aumentar para 37 o número total de casos confirmados até ao momento em Portugal.

Segundo a DGS, estão em curso os inquéritos epidemiológicos dos casos suspeitos que vão sendo detetados, com o objetivo de identificar cadeias de transmissão e potenciais novos casos e respetivos contactos.

Vírus descoberto pela primeira vez em 1958

O vírus Monkeypox foi descoberto pela primeira vez em 1958 quando dois surtos de uma doença semelhante à varíola ocorreram em colónias de macacos mantidos para investigação, refere o portal do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês).

O primeiro caso humano de infeção com o vírus Monkeypox foi registado em 1970 na República Democrática do Congo, durante um período de esforços redobrados para erradicar a varíola. Desde então, vários países da África Central e Ocidental reportaram casos.

Apesar de a doença não requerer uma terapêutica específica, a vacina contra a varíola, antivirais e a imunoglobulina vaccinia (VIG) podem ser usados como prevenção e tratamento para a Monkeypox.

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O Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) recomendou hoje aos países que atualizem os meios de rastreio e diagnóstico para o vírus Monkeypox, quando já existem 67 casos em nove Estados-membros da União Europeia (UE).