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OCDE incentiva países a ajudar filhos da imigração na sua integração

OCDE incentiva países a ajudar filhos da imigração na sua integração

Foto: Gerry Huberty
Sociedade 19.03.2018

OCDE incentiva países a ajudar filhos da imigração na sua integração

Organização pede melhores políticas educativas e sociais. Luxemburgo entre os casos com resultados mais negativos neste capítulo.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) volta a incentivar os países para que desenvolvam esforços no sentido de ajudar os filhos da imigração "a terem sucesso na escola e na sociedade". E sublinha os maus resultados neste capítulo em países como o Luxemburgo, a Alemanha, a Áustria, a Bélgica, a Dinamarca, a Suécia, a Finlândia, a Eslovénia ou a Suíça. Nestes países, os estudantes filhos da imigração estão "mais de duas vezes, por comparação com os que não figuram nessas condições, sujeitos a não conseguirem um nível básico de competências".

A entidade divulgou o relatório "A resiliência dos estudantes filhos da imigração: Os fatores que determinam o bem-estar", no qual se refere, por exemplo, que "um em cada quatro jovens de 15 anos nos países da OCDE e de União Europeia nasceu no estrangeiro ou tem, pelo menos, um dos pais que nasceu no estrangeiro" e que, "nos últimos 10 anos, a parcela de jovens filhos da imigração aumentou". Mais: cerca de metade "da primeira geração nestas condições não dispõem do nível básico de competências na compreensão escrita, nas matemáticas e em ciências contra perto de um quarto no caso dos que não são filhos da imigração".

Segundo Gabriela Ramos, dirigente do gabinete do secretário-geral da OCDE, trata-se de situações "inaceitáveis e com consequências a longo prazo na sua integração e na coesão social. Os países devem fazer mais para darem os meios, as ferramentas e o apoio necessário a estes jovens no sentido de que consigam ter sucesso escolar".

De acordo com o documento, "os obstáculos sócio-económicos e a barreira da língua são as duas principais questões que impedem a afirmação dos filhos da imigração quer na escola, quer na sociedade". A conclusão é que "são necessárias políticas educativas e sociais mais eficazes e equilibradas para ajudar os filhos da imigração na sua integração nas sociedades dos países de acolhimento e na concretização do seu potencial".

 

 


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