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OCDE diz que o Luxemburgo "pode" e "deve" fazer melhor ao ambiente
Sociedade 3 min. 15.11.2020 Do nosso arquivo online

OCDE diz que o Luxemburgo "pode" e "deve" fazer melhor ao ambiente

OCDE diz que o Luxemburgo "pode" e "deve" fazer melhor ao ambiente

Foto: António Pires
Sociedade 3 min. 15.11.2020 Do nosso arquivo online

OCDE diz que o Luxemburgo "pode" e "deve" fazer melhor ao ambiente

Teresa CAMARÃO
Teresa CAMARÃO
Apesar do puxão de orelhas, o país reduziu 21% das emissões de gases com efeito de estufa e 36% da intensidade energética.

Numa avaliação "satisfatória", a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) diz que o Luxemburgo "pode" e "deve" afunilar e apressar o caminho rumo a uma economia verde e auto sustentável, que quebre os consumos desmedidos que fazem da pegada ecológica do país uma das mais pesadas do planeta. 

Nas conclusões do relatório sobre o estado do ambiente, a OCDE reconhece que o "Luxemburgo fez progressos ambientais significativos, mas as pressões do desenvolvimento económico, da urbanização e do tráfego rodoviário são fortes". 

Embora considere que o Grão-Ducado tem trunfos e margem suficiente para uma transição bem sucedida, o Diretor do Ambiente avisa que "os próximos anos são críticos" para concluir o projeto capaz promover finanças sustentáveis e restaurar um ambiente natural com base e preservação da biodiversidade. 

Trabalho feito

Dez anos depois do último relatório deste género, a organização vinca várias vezes que "ainda há esforços significativos a fazer". Ainda assim, os progressos não passam despercebidos. As emissões de gases com efeito de estufa (GEE) diminuíram 21% desde 2005, a intensidade energética diminuiu 36% e a quota das energias renováveis na produção de eletricidade situa-se agora nos 71%.

Ainda assim, o recursos a energias renováveis continua no plano da miragem. A diminuição das emissões de gases com efeitos de estufa até diminuiu consideravelmente em quinze anos, mas em comparação com os 36 estados membros, o Grão-Ducado continua a ser um dos países com maiores emissões de per capita. 

Metas 

O caminho, indica a OCDE, passa por dirigir todos os esforços ao sector dos transportes, residencial, comercial e agrícola. Sem um esforço adicional, é impossível alcançar a neutralidade climática até 2050. Antes disso, o país terá ainda de intensificar os esforços para cumprir os limites europeus de emissões para 2030, adverte a OCDE.

Num calendário mais apertado, o país tem atá 2023 para concluir a reforma dos esgotos. Todas as estações de tratamento do país deverão estar equipadas com um quarto nível de tratamento para tratar micropoluentes e eliminar microplásticos. 

 A qualidade das águas superficiais melhorou desde o relatório de 2010. No entanto, permanece abaixo da qualidade alcançada noutros países. Isto deve-se em parte à actividade agrícola.

Arrasta o passo 

Em relação à preservação da biodiversidade, o relatório da OCDE é particularmente duro. O Luxemburgo é um dos países europeus com o maior número de espécies comuns em declínio. E há também uma degradação dos habitats ricos em biodiversidade. "O estado de conservação das espécies e habitats é, na sua maioria, desfavorável", denunciam os técnicos que apontam a intensificação da agricultura, o desenvolvimento das infraestruturas de transporte e a expansão urbana para a homogeneização dos ambientes, a degradação das paisagens e a artificialização dos solos.

"O verdadeiro valor socioeconómico e cultural do capital natural não é suficientemente tido em conta nas decisões relativas ao desenvolvimento do país. Tem havido atrasos na adopção do segundo Plano Nacional de Protecção da Natureza (PNPN2) e na implementação concreta de planos de acção no terreno ou na restauração dos ecossistemas", resume a OCDE.

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