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Nuvens de fumo dos incêndios da Califórnia chegaram ao Luxemburgo
Sociedade 13.09.2020

Nuvens de fumo dos incêndios da Califórnia chegaram ao Luxemburgo

Nuvens de fumo dos incêndios da Califórnia chegaram ao Luxemburgo

Foto: DR
Sociedade 13.09.2020

Nuvens de fumo dos incêndios da Califórnia chegaram ao Luxemburgo

Redação
Redação
Nebulosidade de sexta-feira e sábado teve origem no fumo dos fogos que têm devastado a costa Oeste dos Estados Unidos da América, em particular a Califórnia.

A ligeira nebulosidade que se verificou na sexta-feira e no sábado de manhã, nos céus do Luxemburgo correspondeu, na realidade, a vestígios de fumo dos incêndios que devastam, há mais de uma semana, a costa Oeste dos Estados Unidos da América, em particular a Califórnia.

O fenómeno não é inédito. Em janeiro deste ano fumo dos gigantescos incêndios que ocorreram na Austrália, a partir do final de 2019, atingiram o Chile e a Argentina após terem percorrido mais de 12 mil quilómetros sobre o Pacífico.


Fumo dos fogos na Austrália já deu a volta ao planeta Terra
E já atingiu 16 quilómetros de altura na estratosfera, o que poderá ter implicações diretas nas condições climáticas globais.

No caso dos fogos da Califórnia, cujo rasto chegou ao Luxemburgo no final desta semana, as partículas de fumo percorreram mais de 9.000 km transportadas pelos ventos. E não foram mais intensas porque encontraram bloqueios meteorológicos, segundo explicou ao L'Essential, o analista de previsões do Meteolux. "O fenómeno era particularmente perceptível nas Ilhas Britânicas. A alta pressão sobre a Europa Central protegeu-nos", disse Kevin Gaul.

Estes fumos "muito diluídos" não representam um perigo especial, nem "para a aviação, nem para o público em geral", refere o analista, comparando as suas partículas às poeiras ocasionais provenientes do deserto do Sara.

Na Califórnia, os incêndios florestais que lavram há semanas já reduziram a cinzas 1,2 milhões de hectares, um recorde desde que há registo, a partir de 1887.

Somando os incêndios nos estados de Oregon e Washington, as chamas consumiram já mais de dois milhões de hectares e fizeram pelo menos 19 mortos esta semana nos três estados da costa oeste afetados por fogos de enormes proporções.

O Oregon está a enfrentar incêndios "sem precedentes" na sua história, segundo a governadora, Kate Brown, que previa, já na quarta-feira, "numerosas perdas, em termos de edifícios e vidas humanas".

com agências

 

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