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Nuclear, sim! Ministro esloveno diz que é parte da solução para resolver crise energética
Sociedade 2 min. 02.12.2021
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Nuclear, sim! Ministro esloveno diz que é parte da solução para resolver crise energética

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Nuclear, sim! Ministro esloveno diz que é parte da solução para resolver crise energética

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Foto: Fabrice Coffrini/AFP
Sociedade 2 min. 02.12.2021
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Nuclear, sim! Ministro esloveno diz que é parte da solução para resolver crise energética

Telma MIGUEL
Telma MIGUEL
O Luxemburgo irá a partir de 1 de janeiro aumentar o subsídio do custo de vida em 200 euros para absorver o peso da fatura da eletricidade nos domicílios mais pobres. No total, 20 países já gastaram 3,4 mil milhões de euros para lutar contra a pobreza energética provocada pela importação de gás.

No total, 20 países já gastaram 3,4 mil milhões de euros para lutar contra a pobreza energética provocada pela importação de gás. Na terceira reunião dos ministros da Energia da UE para discutir a subida dos preços da eletricidade que traz a ameaça de um inverno gelado, a conclusão foi a de que o modelo de mercado funciona, mas é preciso abandonar os combustíveis fósseis.

Embora os preços da eletricidade tenham baixado desde os valores máximos de outubro, a “volatilidade veio para ficar” e a UE “precisa de ser mais independente energeticamente”, disse esta quinta-feira Jernej Vrtovec, ministro esloveno das Infraestruturas, na conferência de imprensa após a reunião de ministros europeus da Energia. 

Vrtovec, que coordena as reuniões durante a presidência eslovena do Conselho Europeu, referiu ainda que a crise prova que é necessário “investir em energias renováveis e também de fontes de energia de baixo carbono, como a energia nuclear - tal como a presidência eslovena defendeu várias vezes”.

O que explica a crise energética? 

A atual crise energética foi criada por uma tempestade perfeita de fatores, como a retoma económica mundial e situações meteorológicas mundiais extremas que fizeram disparar o consumo e aumentar a procura de gás natural. 

Para combater a alta de preços, desde final de outubro mais de 20 países adotaram um conjunto de medidas de apoio aos consumidores mais afetados pela pobreza energética. Até hoje, segundo disse a comissária europeia de Energia, Kadri Simson, já foram gastos 3,4 mil milhões de euros para reduzir o impacto da subida dos preços do gás natural na fatura de eletricidade dos consumidores. 

O Luxemburgo irá a partir de 1 de janeiro aumentar o subsídio do custo de vida em 200 euros para absorver o peso da fatura da eletricidade nos domicílios mais pobres.

Abandonar a importação de combustíveis fósseis e produzir energia de fontes renováveis em território europeu é visto como uma forma de abandonar a dependência externa, e ter, por isso, mais controle sobre os preços.

A culpa não é do mercado

Uma análise feita ao funcionamento do mercado energético europeu, deu como provado, segundo o ministro esloveno, “que o mercado funciona bem, e que pelo contrário, o seu modelo serve até para amortecer picos de preços”. Não é o mercado, então, o culpado da atual crise.

Esta quinta-feira, os ministros da Energia dos 27 discutiram também duas propostas de transição para energias verdes que fazem parte do pacote de propostas de lei “Fit for 55” de redução de emissões de carbono de 55% até 2030. Este pacote foi apresentado pela Comissão Europeia em julho e está em discussão no Parlamento Europeu e no Conselho.

Segundo o ministro esloveno, os 27 ministros apoiam o nível de ambição das propostas, mas têm dúvidas quanto à exigência das metas intermédias.

Kadri Simson disse acreditar que ainda até ao fim do ano possa haver um acordo entre o Parlamento Europeu e o Conselho pelo menos em relação à diretiva sobre eficiência energética.

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