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Novo estudo. Coronavírus pode sobreviver em máscaras até sete dias
Sociedade 2 min. 27.04.2020

Novo estudo. Coronavírus pode sobreviver em máscaras até sete dias

Novo estudo. Coronavírus pode sobreviver em máscaras até sete dias

Foto: AFP
Sociedade 2 min. 27.04.2020

Novo estudo. Coronavírus pode sobreviver em máscaras até sete dias

Redação
Redação
O vírus ainda permanecia detetátel no exterior de máscaras cirúrgicas sete dias após se ter lá instalado pela primeira vez.

Atualmente, muita gente usa máscara para evitar ser infetado pelo novo coronavírus, que causa a doença da covid-19, mas um novo estudo revela que esse meio de proteção pode afinal servir de "habitat" para o Sars-coV-2 durante cerca de uma semana. 

Malik Peiris, especialista em saúde pública e virologista clínico responsável por compilar a pesquisa realizada por uma equipa de investigadores da Universidade de Hong Kong, na China, disse recentemente em entrevista ao canal de televisão CBC News que os dados apurados remetem para a importância de os indivíduos que utilizam as máscaras não tocarem de modo algum na parte exterior das mesmas.

Peiris esclareceu que ao tocar numa máscara infetada as mãos da pessoa ficam automaticamente contaminadas e "se toca nos olhos pode estar igualmente a transferir o vírus para a vista". De acordo com o estudo, o Sars-coV-2 permanece em plástico e em aço inoxidável entre quatro a sete dias, enquanto tende a desaparecer de dinheiro em notas e do vidro por volta do quarto dia. 


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A pesquisa permitiu apurar também que o vírus desaparece em média dos tecidos após dois dias, permanecendo em material à base de papel ou cartão por cerca de três horas. Os investigadores notaram que o vírus permanecia ativo no exteriror das máscaras cirúrgicas mesmo após sete dias de terem sido inicialmente contaminadas. 

Ainda assim, o estudo revelou que a concentração do vírus diminuiu significativamente com o passar do tempo em cada superfície e que mostrou estar suscetível a métodos convencionais de desinfeção. 

Os resultados não mostraram ou refletiram "necessariamente o risco potencial de contrair o vírus através de contacto casual, isto porque a presença do Sars-coV-2 havia sido detetada em intrumentos de laboratório e não em mãos e dedos humanos", explicou Malik Peiris à CBC News.

Leo Poon Lit-man, docente na HKU’s School of Public Health, acrescentou que lavar as mãos regularmente continua a ser a melhor forma de conter a propagação do novo coronavírus. Sublinhando ainda a importância extrema dos indivíduos evitarem tocar no rosto, na boca, nariz e olhos com as mão sujas. 

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