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Nova Zelândia entrega controlo das fronteiras ao exército
Sociedade 17.06.2020 Do nosso arquivo online

Nova Zelândia entrega controlo das fronteiras ao exército

Nova Zelândia entrega controlo das fronteiras ao exército

AFP
Sociedade 17.06.2020 Do nosso arquivo online

Nova Zelândia entrega controlo das fronteiras ao exército

Lusa
Lusa
A primeira-minista da Nova Zelândia entregou hoje a vigilância nas fronteiras ao exército, depois de terem sido detetados novos casos da covid-19 no arquipélago.

"Creio que precisamos do rigor, da confiança e da disciplina que o exército pode fornecer", declarou Jacinda Ardern aos jornalistas, no dia seguinte a terem sido identificados dois casos da doença, após 24 dias sem novas infeções.

Na terça-feira, as autoridades neozelandesas anunciaram que duas mulheres recentemente chegadas do Reino Unido saíram prematuramente da quarentena sem serem testadas, apesar de apresentarem sintomas ligeiros da covid-19.

As duas foram já encontradas e diagnosticadas como portadoras do novo coronavírus (SARS-Cov-2), responsável pela doença.

Ardern considerou "totalmente absurdo" que as duas não tivessem sido testadas antes e afirmou que os controlos fronteiriços deviam ser reforçados para garantir que esta situação não se repita.

As duas mulheres foram colocadas sob isolamento e as autoridades sanitárias estão a testar 320 pessoas com as quais estiveram em contacto na Nova Zelândia.

Desde o início da epidemia, o arquipélago do Pacífico Sul, com uma população de cinco milhões de habitantes, registou 1.154 casos e 22 mortos.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 438 mil mortos e infetou mais de oito milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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