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Nobel e imunologista luxemburguês critica ingerência política na gestão da crise pandémica
Sociedade 19.10.2020

Nobel e imunologista luxemburguês critica ingerência política na gestão da crise pandémica

Nobel e imunologista luxemburguês critica ingerência política na gestão da crise pandémica

Foto: Reuters
Sociedade 19.10.2020

Nobel e imunologista luxemburguês critica ingerência política na gestão da crise pandémica

Henrique DE BURGO
Henrique DE BURGO
O prémio Nobel de Medicina 2011 e imunologista luxemburguês, Jules Hoffman, defende que os Governos devem "afastar-se da gestão da crise pandémica e não politizar esta questão".

Numa conferência de imprensa realizada na sexta-feira sobre os Prémios da fundação espanhola Jaime I, Jules Hoffmann foi muito crítico sobre a gestão da pandemia do coronavírus, lamentando "certas atitudes de políticos de países fortes e importantes".

Segundo a imprensa espanhola, o conhecido cientista defende que o papel dos políticos deve "ficar-se pelo apoio à investigação e às tentativas feitas para resolver o problema". Questionado sobre a diferença de incidência do coronavírus nos diferentes países, o Prémio Nobel refere que ela é explicada pela forma de gestão e pelo sistema sanitário de cada país. 

Quanto ao futuro da pandemia o imunologista de 79 anos, nascido em Echternach e também com nacionalidade francesa, mostra-se otimista lembrando que nunca houve na história da Medicina tanto progresso em tão curto espaço de tempo como agora. Nomeadamente na busca por curas e tratamentos de doenças.


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O otimismo é estendido à chegada das vacinas, que na sua opinião deverão estar disponíveis na próxima primavera, revelando no entanto que, segundo os seus contactos, milhares de profissionais de saúde na China já estão a ser vacinados, como acontece na região de Guandong.

"Os meus contactos de lá dizem que as perspetivas são positivas. Uma das vacinas da China passou já a fase três de eficácia e toxicidade", citam os media espanhóis. Enquanto a vacina não chega à Europa, Jules Hoffman defende que a melhor forma de evitar o vírus é reduzir o risco de transmissão entre as pessoas, sobretudo limitando os encontros sociais.  

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