No Luxemburgo existem psicólogos em todos os liceus
No Luxemburgo existem psicólogos em todos os liceus
O Luxemburgo é um dos raros países do mundo, onde existe, pelo menos um psicólogo, em permanência, em cada escola secundária pública do país, estima ao Contacto, Alice Stoffel, psicóloga do Centre Psyco-Social et d’Accompagnment Scolaires (CePas), um serviço do Ministério da Infância e Juventude que visa a promoção do bem-estar e saúde dos adolescentes. E, em particular a saúde mental.
Em muitas escolas existe "mais do que um destes especialistas" que desenvolvem todo um "trabalho psicossocial e educativo nas escolas para promover o bem-estar dos adolescentes", declara Alice Stoffel. No total, "mais de uma centena de psicólogos trabalha diariamente nas escolas". Esta promoção é feita "através da estimulação dos recursos dos jovens, compreender e reconhecer os seus problemas e oferecer ajuda".
Para muitos estudantes estes Serviços de Apoio Psicossocial e Educativo (SePAS) das suas escolas "podem tornar-se no apoio especializado que necessitam para descobrir que podem encontrar-se com problemas, nomeadamente em estados depressivos", explica esta psicóloga. Os psicólogos desenvolvem frequentemente com os alunos sessões introdutórias de gestão de emoções "Stress Less @ Lycée", e é aí que "percebem quando os jovens se debatem com problemas". Outras vezes são os próprios alunos que os procuram durante o horário escolar. "Há casos em que acontece ser necessário chamar os pais do estudante para trabalhar com eles também" na resolução do problema, conta a psicóloga.
A aposta destes serviços é a prevenção das doenças do foro mental nos jovens, através do "desenvolvimento das competências emocionais e sociais individuais, dos jovens, mas também de todos os membros da comunidade escolar", salienta Alice Stoffel.
Depressão em alta entre os jovens adultos
O apoio psicológico do SOS Détresse destina-se a pessoas com mais de 18 anos, mas sem falar em casos particulares, pois é confidencial. Sébastien Hay, diretor desta associação aponta que entre estes jovens adultos a depressão tem tendência a aumentar. Especialmente entre os 18 e os 30 anos. "Entre os que acabam os estudos há quem considere as perspetivas futuras negativas, quanto ao trabalho, habitação, outros encontram-se sem perspetivas e isso pode conduzir a estados depressivos", vinca.
Outros possuem "vidas muito stressantes no trabalho, com muita pressão", e com "pouco tempo para a vida familiar" o que os incomoda e conduz ao desalento. Também aqui existem pessoas que acabam por desenvolver uma depressão, explica Sébastien Hay. Um relatório da Chambre des Salariés do Luxemburgo divulgado no passado dia 20 sobre a "Qualidade do Trabalho" sobre a depressão no trabalho, revelava que no Grão-Ducado, o risco dos trabalhadores desenvolverem uma depressão é relativamente elevado e tem aumentado, passando de 22,8 % em 2016, para 26,7 % em 2019. Em 2015, o Luxemburgo era o 7º país com o risco mais elevado.
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