No Hall du Deich: Leandro parte corações em Ettelbruck
No Hall du Deich: Leandro parte corações em Ettelbruck
O Hall Deich em Ettelbruck esteve ao rubro no sábado com os Némanus e Leandro. Os ritmos contagiantes levaram o público ao delírio. A histeria tornou-se real quando os cantores subiram ao palco.
Leandro foi o “mais esperado” da noite, causando sensação sobretudo entre o público feminino, do qual arrancou muitos suspiros. “Quando apareço, há uma interacção muito grande com o público, o que é muito bom”, diz o cantor, um ’habitué’ das festas das comunidades.
O artista, acompanhado pela sua banda, percorreu os maiores sucessos dos seus nove anos de carreira, todos sobre o amor. Em todas as músicas, teve um coro bem afinado de fãs. Sucessos como “Desesperado”, “Eu Mudei” e “Que mal te fiz eu”, foram alguns dos temas que interpretou.
O público respondia formando corações com as mãos e cantando quase tão alto quanto Leandro. Momentos que, aliás, se repetiram ao longo de todo o concerto.
“Já há alguns anos que frequento o Luxemburgo e desta vez voltou a correr bastante bem. Trouxe, uma vez mais, o tour ’Sou um homem feliz’ e acho que o público estava já com saudades”, considerou o cantor no final.
Leandro confiou que “ainda há muito para trabalhar e muito para mostrar como artista, mas a noite foi óptima e não me posso queixar”. “Foi muito bom estar aqui com toda a comunidade portuguesa. Espero regressar novamente com toda esta equipa”.
Os Némanus, dupla composta pelos irmãos Né e Hélder, tinham sido os primeiros a actuar.
O público dançava, cantava, erguia os braços no ar e gritava cada vez mais alto. As fãs tinham levado cartazes com mensagens para os artistas e acompanhavam-nos entoando os refrães.
Ninguém ficou indiferente à energia que os cantores transmitiam em palco, em temas como “Sinto a falta dela”, “Aiué do Roça Roça”, “Funaná Contigo” e “Pás Pás Funaná”, numa mistura de ritmos latinos e africanos, que fizeram os espectadores dançar num frenesim eléctrico.
“A noite foi óptima, o público estava ’quentíssimo’. Já não vínhamos cá há quase três anos. Toda a gente cantou e ’kizombou’, o que foi óptimo. Foi muito bom e a sala estava fantástica”, confiaram os manos Né e Hélder.
No final da noite, houve a muito esperada sessão de autógrafos, à qual os artistas não puderam “escapar”.
O trio confiou ao CONTACTO adorar a calorosa recepção e ser “uma honra sentir todo o carinho da comunidade portuguesa no Luxemburgo”.
Tânia Eiriz
