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New York Times e New Yorker recebem Pulitzer pelo caso Weinstein
Sociedade 16.04.2018 Do nosso arquivo online

New York Times e New Yorker recebem Pulitzer pelo caso Weinstein

New York Times e New Yorker recebem Pulitzer pelo caso Weinstein

Foto: AFP
Sociedade 16.04.2018 Do nosso arquivo online

New York Times e New Yorker recebem Pulitzer pelo caso Weinstein

Trabalhos em redor da interferência russa nas presidenciais norte-americanas de 2016 também distinguidos. Kendrick Lamar ganhou na categoria de música.

O New York Times e a revista New Yorker foram distinguidos com o prémio Pulitzer de serviço público ao revelarem, de modo "explosivo e impactante", a acumulação de abusos sexuais por parte do produtor Harvey Weinstein, daqui resultando o movimento #Me Too contra outros que foram protagonistas de casos de assédio e abuso sexual.

As distinções foram anunciadas hoje e nelas inclui-se o trabalho de investigação do Washington Post, premiado pela denúncia do assédio a menores que Roy Moore, candidato a senador no estado do Alabama pelo Partido Republicano, praticou ao longo dos anos 70. Graças a esta investigação jornalística, pela primeira vez nos últimos 25 anos e apesar do apoio de Donald Trump, Moore e o partido perderam a eleição estadual. 

Em jornalismo nacional, New York Times e Washington Post receberam o galardão na sequência dos seus trabalhos "pelo interesse público da nação" no sentido em que ajudaram a "compreender a estratégia russa de interferência nas eleições presidenciais de 2016 a favor de Trump".

Arizona Republic e USA Today ganharam na categoria de jornalismo explicativo com base em trabalhos de vídeo, áudio e texto das duas publicações acerca das "dificuldades logísticas que envolvem a construção de um muro na fronteira com o México", de acordo com a promessa eleitoral do atual presidente norte-americano.

A agência Reuters recebeu a distinção no campo de jornalismo internacional em função do acompanhamento à sangrenta guerra contra as drogas do Executivo filipino. A Reuters também venceu numa categoria de fotos devido à crise dos rohingya na Birmânia.  

Kendrick Lamar, com o álbum DAMN, foi um dos ganhadores no universo não jornalístico, tal como os escritores Andrew Sean Greer e James Forman Jr, respetivamente, por Less (ficção) e Lockin Up Our Own: Crime and Punishment in Black America (não ficção). Em teatro, a distinção pertenceu a Martyna Majok com Cost of Living.


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