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Natal e covid-19. "Pressionada", Europa quer solução equilibrada sem esquecer "lições do passado"
Sociedade 2 min. 20.11.2020

Natal e covid-19. "Pressionada", Europa quer solução equilibrada sem esquecer "lições do passado"

Natal e covid-19. "Pressionada", Europa quer solução equilibrada sem esquecer "lições do passado"

AFP
Sociedade 2 min. 20.11.2020

Natal e covid-19. "Pressionada", Europa quer solução equilibrada sem esquecer "lições do passado"

Teresa CAMARÃO
Teresa CAMARÃO
A pouco mais de um mês da época festiva, a Europa dos 27 ainda não apresentou qualquer plano para aumentar ou diminuir as restrições que acompanham a escalada do número de novos casos. O Presidente do Conselho Europeu avisa, no entanto, que "qualquer flexibilização terá de ser gradual".

Mergulhadas em incerteza, as reuniões familiares deste ano deverão ser mais contidas em todo o mundo, apesar dos planos de cada país não estarem definidos. Na União Europeia, o objetivo dos chefes de Estado é travar o número crescente de novos casos. Sem soluções concretas, a época festiva dominou parte da cimeira que reuniu os 27, esta quinta-feira, em videoconferência. 

Grande parte num segundo confinamento parcial ou total, os Chefes de Estado e de Governo europeus, incluindo Xavier Bettel, discutiram como relaxar as medidas restritivas no período que antecede a época festiva, num desafio de equilíbrio que pressupõe que um abrandamento excessivo das restrições levará a uma "terceira vaga" da pandemia. 

Peso de quem vota 

Fonte diplomática, citada pela imprensa luxemburguesa em peso, confessa que na reunião se sentiu o peso dos 27 eleitorados, maioritariamente cristãos. 

Se por um lado, os líderes se sentem pressionados a permitir viagens e deslocações, sem um novo encerramento de fronteiras aéreas e terrestres, também se vêem obrigados a discutir, por exemplo, quantos membros de cada família podem ou não reunir-se na consoada. 

Na mesma equação também entra a pressão dos grandes distribuidores e dos supermercados, muitos com novas restrições à permanência dos clientes por metro quadrado da loja, que exigem um determinado volume de negócios para manter o "essencial" e os trabalhadores. 

Entre o estado da saúde e da economia, tanto Angela Merkel como Emmanuel Macron insistem que é preciso "encontrar um equilíbrio". Em nome dos 27, o Presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, avisa que "temos de aprender as lições do passado" e que "qualquer flexibilização terá de ser gradual". 

"Queremos celebrar a época festiva, mas em segurança", resume. 

Testar, testar, testar 

Enquanto Bruxelas apela incansavelmente aos Estados-Membros para que coordenem as suas medidas de combate à pandemia, os esforços para harmonizar as regras de quarentena ou o reconhecimento mútuo dos testes para o vírus continuam a ser complicados. "Ainda não estamos lá", revela a tal fonte diplomática. 

No Grão-Ducado, o Laboratório Nacional já está a analisar a sensibilidade dos novos testes rápidos para apurar se são ou não capazes de oferecer resultados suficientemente credíveis. 

A própria Comissão Euopeia recomendou formalmente na quarta-feira que os Estados-membros utilizassem estes testes antigénicos, sob certas condições para melhor conter a pandemia, embora a multiplicidade de testes, comercializados com normas extremamente variadas, exija o estabelecimento de critérios europeus, como avisou Ursulavon der Leyen.


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