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Não há milagres. OMS diz que vacina é relevante mas é necessário continuar os esforços
Sociedade 2 min. 05.12.2020 Do nosso arquivo online

Não há milagres. OMS diz que vacina é relevante mas é necessário continuar os esforços

(FILES) In this file photo taken on August 13, 2020, a volunteer receives a Covid-19 vaccination from Yaquelin De La Cruz at the Research Centers of America (RCA) in Hollywood, Florida. - The World Health Organization warned that vaccines were no magic bullet for the coronavirus crisis, as Russia started vaccinating its high-risk workers Saturday and other countries geared up for similar programmes. (Photo by CHANDAN KHANNA / AFP)

Não há milagres. OMS diz que vacina é relevante mas é necessário continuar os esforços

(FILES) In this file photo taken on August 13, 2020, a volunteer receives a Covid-19 vaccination from Yaquelin De La Cruz at the Research Centers of America (RCA) in Hollywood, Florida. - The World Health Organization warned that vaccines were no magic bullet for the coronavirus crisis, as Russia started vaccinating its high-risk workers Saturday and other countries geared up for similar programmes. (Photo by CHANDAN KHANNA / AFP)
AFP
Sociedade 2 min. 05.12.2020 Do nosso arquivo online

Não há milagres. OMS diz que vacina é relevante mas é necessário continuar os esforços

As vacinas são uma ferramenta relevante na luta contra a covid-19 e permitem vislumbrar o fim da pandemia, mas todos os outros esforços continuam a ser necessários, defendeu hoje a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Especialistas da OMS pediram que os países não baixem a guarda com o otimismo gerado pela expectativa de chegada das vacinas e um deles, Mike Ryan, pediu "às pessoas que continuem a fazer esforços".

"A vacinação será uma ferramenta importante e poderosa no 'kit' de ferramentas que temos à disposição. Mas, por si só, não fará o trabalho", alertou.

Com a chegada das vacinas, "começamos a ver o fim da pandemia", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na sexta-feira, enquanto alertava que o vírus continua a exercer enorme pressão sobre os hospitais.

O apelo dos especialistas a que não seja baixada a guarda no combate à pandemia de covid-19 acontece quando a situação se agrava em alguns países, principalmente nos Estados Unidos, e apesar do otimismo gerado pelas vacinas.

Os Estados Unidos enfrentam um novo surto de covid-19, com 225.000 novos casos e 2.500 mortes registadas em 24 horas na sexta-feira, dias depois de muitos americanos terem viajado no final de novembro para o feriado de Ação de Graças.

Por sua vez, o vizinho Canadá ultrapassou o limiar de 400.000 casos na sexta-feira, pouco mais de duas semanas depois de atingir 300.000, marcando uma forte aceleração da pandemia.

Diante do perigo, o presidente eleito Joe Biden espera que a cerimónia da tomada de posse, em janeiro, seja em grande parte 'on-line', para seguir as "recomendações dos especialistas".

"Portanto, é altamente improvável que tenhamos um milhão de pessoas no Mall", a grande avenida do centro de Washington, advertiu o democrata de 77 anos.

No Reino Unido, as autoridades de saúde consideram "provável" haver uma regressão significativa da pandemia, "na primavera", devido à vacinação. Mas, estão a preparar-se para um possível agravamento depois do Natal.

O Reino Unido, que tem o maior número de óbitos na Europa desde o início da pandemia (mais de 60.000), tornou-se esta semana o primeiro país ocidental a autorizar uma vacina contra a covid-19, dando luz verde à da Pfizer e da BioNTech. As primeiras doses devem ser administradas na próxima semana.

Aquele país foi acompanhado na sexta-feira pelo Bahrein, o segundo país do mundo a conceder essa autorização.

A pandemia de covid-19 infetou mais de 65 milhões de pessoas e provocou mais de 1,5 milhões de mortes em todo o mundo.

A pandemia avança principalmente na Itália, sendo que a América Latina e o Caribe registaram um aumento de 18% de casos numa semana.

No total, há 51 vacinas candidatas que estão a ser testadas em humanos, sendo que 13 estão na fase final de testes, de acordo com a OMS.

Bélgica, França e Espanha planeiam lançar campanhas de vacinação em janeiro, com foco nos mais vulneráveis.

Com a chegada iminente dessas vacinas anti-covid, algumas delas necessitando de ser armazenadas em temperaturas de congelamento, as empresas americanas preparam o terreno: a gigante de logística americana UPS desenvolveu congeladores portáteis que permitem que a vacina seja armazenada entre -20 e -80 graus centígrados.

A fabricante de automóveis Ford encomendou os seus próprios congeladores para oferecer vacinas aos seus funcionários, enquanto a gigante americana de carne Smithfield está pronta para fornecer as câmaras frigoríficas dos seus frigoríficos.

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