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OMS: "O fim da pandemia não é uma questão de sorte, é uma questão de escolha"
Sociedade 02.12.2021
Covid-19

OMS: "O fim da pandemia não é uma questão de sorte, é uma questão de escolha"

Cidadão português recebe a vacina contra a covid-19, em Carcavelos.
Covid-19

OMS: "O fim da pandemia não é uma questão de sorte, é uma questão de escolha"

Cidadão português recebe a vacina contra a covid-19, em Carcavelos.
Foto: AFP
Sociedade 02.12.2021
Covid-19

OMS: "O fim da pandemia não é uma questão de sorte, é uma questão de escolha"

Lusa
Lusa
Baixa cobertura vacinal contra a covid-19 e um nível de testagem insuficiente são a receita perfeita para as variantes se reproduzirem, alertou o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.

O mundo enfrenta "uma mistura tóxica" que resulta da baixa cobertura vacinal contra a covid-19 e um nível de testagem insuficiente, alertou o responsável da OMS, garantindo tratar-se de uma receita perfeita para as variantes se reproduzirem. 

"O fim da pandemia não é uma questão de sorte, é uma questão de escolha", declarou o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, numa conferência de imprensa. "Globalmente, temos uma mistura tóxica de baixa cobertura de vacinação e rastreio muito baixo, uma receita perfeita para as variantes se reproduzirem e se amplificarem", alertou.

Este aviso surge após o surgimentos da variante Omicron do vírus SARS-CoV-2 em novembro, que colocou o mundo em pânico. Nunca uma variante causou tanta preocupação no mundo desde o surgimento do Delta.

De acordo com a OMS, a Omicron – também conhecida como B.1.1.529 – "foi relatada pela primeira vez à OMS em 24 de novembro de 2021 pela África do Sul, enquanto o primeiro caso confirmado por laboratório foi identificado a partir de uma amostra recolhida em 09 de novembro".


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A agência da ONU emitiu conselhos aos países sobre viagens internacionais face à circulação da variante Omicron e avisou que "as proibições de viagens não vão impedir a propagação internacional" da nova variante.

A Ómicron preocupa os especialistas porque tem muitas mutações que podem torná-la mais contagiosa e potencialmente mais resistente às vacinas. Estudos estão em andamento para determinar se este é realmente o caso e em que medida, mas os primeiros resultados só devem estar disponíveis nas próximas semanas.

"Pelo menos 23 países em cinco das seis regiões da OMS já relataram casos da variante Ómicron, e esperamos que esse número aumente", disse Tedros. 

Houve quatro outras variantes preocupantes até agora: a Delta, que representa quase a totalidade os casos sequenciados em todo o mundo, a Alfa, a Beta e a Gama.


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