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"Morte com dignidade". Archie não pode ir para unidade de cuidados paliativos
Sociedade 2 min. 05.08.2022
Acidente

"Morte com dignidade". Archie não pode ir para unidade de cuidados paliativos

Archie com a mãe, Hollie. O rapaz está em morte cerebral desde abril, depois de ter realizado um desafio de Tik Tok.
Acidente

"Morte com dignidade". Archie não pode ir para unidade de cuidados paliativos

Archie com a mãe, Hollie. O rapaz está em morte cerebral desde abril, depois de ter realizado um desafio de Tik Tok.
Hollie Dance/PA Media/dpa
Sociedade 2 min. 05.08.2022
Acidente

"Morte com dignidade". Archie não pode ir para unidade de cuidados paliativos

Ana Patrícia CARDOSO
Ana Patrícia CARDOSO
O Supremo Tribunal confirmou que a criança de 12 anos não pode sair do hospital onde está internada.

Mais uma derrota para a família de Archie Battersbee. Nesta sexta-feira, o  Supremo Tribunal de Londres rejeitou a transferência do rapaz de 12 anos, que está em coma, para uma unidade de cuidados paliativos. 

A família tinha pedido autorização para tirar a criança do hospital Royal London, com o objetivo de passar os seus últimos momentos em privado e para "morrer com dignidade". No entanto, o pedido foi rejeitado pela corte.

A mãe, Hollie Dance, disse que uma "passagem digna numa unidade de cuidados paliativos" era tudo o que lhe restava para lutar, depois de a família ter esgotado todas as vias legais para manter as máquinas de suporte de vida ligadas. 

O hospital disse que o estado de Archie era demasiado instável para uma transferência e que a mudança "iria muito provavelmente acelerar a deterioração prematura que a família deseja evitar, mesmo com equipamento e pessoal de cuidados intensivos completos na viagem". 

Um porta-voz da família citado pelo The Guardian disse que a instituição para onde a criança iria tinha concordado em cuidar do transporte e acrescentou que  "estas unidades de cuidados paliativos estão bem equipadas para este tipo de situações. Archie está como sabemos, logo não há qualquer razão para ele não passar os seus últimos momentos num local escolhido pela família". 

Archie esta em coma desde que foi encontrado inconsciente em abril. Está vivo graças ao suporte respiratório e à ação de medicamentos. Ainda antes veredito no caso, Hollie disse à Times Radio que não percebe porque não podia levar o  para uma unidade especial e "passar os últimos momentos, os seus últimos dias, juntos, em privado?".

  Archie "não tem perspetiva de recuperação significativa"  

"Não gostaria que outros pais passassem por aquilo por que passámos, e é por isso que tenho tentado destacar muitos assuntos desde que aqui estamos, como o facto de surgirem desafios como este para as crianças nas redes sociais. Sei que tantas pessoas sentaram os seus filhos e usaram a história de Archie para, assim o espero, salvar as suas vidas", disse. "Por isso, vou continuar a certificar-me de que o nome de Archie continua vivo. Vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para garantir que os pais não tenham de passar por esta situação horrível com os tribunais". 

Na lei britânica, os tribunais podem interferir quando pais e médicos chocam  sobre o tratamento de uma criança. Nestes casos, os direitos da criança sobrepõem-se ao direito dos pais para decidirem o que consideram melhor para os seus filhos. 

O Supremo Tribunal do Reino Unido disse, na terça-feira, que Archie "não tem perspetiva de recuperação significativa" e que, mesmo com tratamentos contínuos, irá morrer nas próximas semanas de insuficiência cardíaca e falência de outros órgãos.

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