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Monica Semedo. "Não pretendo, de forma alguma, renunciar ao meu mandato"
Sociedade 2 min. 12.02.2021 Do nosso arquivo online

Monica Semedo. "Não pretendo, de forma alguma, renunciar ao meu mandato"

Monica Semedo. "Não pretendo, de forma alguma, renunciar ao meu mandato"

Sociedade 2 min. 12.02.2021 Do nosso arquivo online

Monica Semedo. "Não pretendo, de forma alguma, renunciar ao meu mandato"

Ana Patrícia CARDOSO
Ana Patrícia CARDOSO
Numa altura em que volta da suspensão de duas semanas do Parlamento Europeu, após acusações de assédio moral, a eurodeputada assume erros, aponta o dedo ao ex-partido DP, garante que tem muito trabalho pela frente.

Esta é a primeira vez que a Monica Semedo fala publicamente após a suspensão do Parlamento Europeu e a saída do DP. 

Numa carta escrita ao Paperjam, a eurodeputada explica a sua versão do factos e começa por pedir desculpa aos envolvidos. "O mais importante é, mais uma vez, oferecer publicamente minhas mais sinceras desculpas aos três assistentes envolvidos. Quero dizer-lhes que nunca tive a intenção de magoá-los ou humilhá-los. Percebi tarde demais que minhas mensagens fortes, altas exigências, a minha expressão e críticas poderiam prejudicá-los", escreve.

Apesar de assumir total responsabilidade pelas suas ações, Monica admite que o "ritmo de trabalho do Parlamento" e a falta de experiência em mandatos políticos fizeram com que levasse a sério o "zelo e dinamismo nas causas pelas quais os eleitores me elegeram" mas estes acabaram por transformar-se "em marcha forçada e trabalho árduo. É o outro lado do entusiasmo que continua a residir em mim". 

Apesar de fazer questão de reforçar que "alguns comportamentos e não todos os que me culparam, foram excessivos e abertos a críticas", não pretende "de forma alguma, renunciar ao meu mandato de deputada europeia". 

A eurodeputada refuta o "estatuto de vítima", mas faz questão de salientar que ouviu vários "os comentários condescendentes, populistas e racistas nas redes sociais, que mostram um lado do Luxemburgo pouco amigável. Estou profundamente desapontada".   

Considera também "inaceitável" que o processo "confidencial" tenha sido comentado em praça pública. "Não aceito de forma alguma que, de forma injusta, os membros do comité consultivo do Parlamento Europeu tenham podido comentar sobre o relatório quando este era confidencial. O mesmo se aplica aos membros do gabinete do Presidente do Parlamento, que se manifestaram nos meios de comunicação sobre o grau de seriedade que deve ser atribuído ao meu comportamento. Este relatório é confidencial para proteger todas as partes envolvidas. Isso é inaceitável". 

É aqui que Monica vira a atenção para o seu ex-partido, justificando a saída. O "meu próprio partido político, o DP deixou-se influenciar pela crítica pública. Embora a liderança do partido tenha expressado total apoio em mim na semana anterior, mudou de ideias. É por isso que decidi renunciar", revela. Decisão que se seguiu ao vídeo publicado por outros membros do partido.  "Percebi que as máximas autoridades do meu partido haviam publicado um vídeo, produzido com antecedência, e o estavam divulgando nas redes sociais. As entrevistas para os próximos dias foram dadas em total violação dos acordos feitos. É nojento. Não fui avisada nem informada", riposta.

De acordo com Monica, todos os dirigentes do partido já tinham sido informados dos problemas que existiam e a reação que se seguiu tratou-se de um "ataque de pânico que podia ter sido evitado". 

No fim do texto e a olhar para o futuro, a eurodeputada afirma que quer continuar a trabalhar para "alcançar uma integração pacífica sem discriminação de todas as minorias e todas as comunidades", no seu grupo Renovar Europa, "cujos valores partilho e cujo desejo é de renovar a União Europeia, que mais do que nunca merece toda a nossa atenção". 



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