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Esch-sur-Alzette vai ter autocarro sem condutor na zona pedestre
Sociedade 2 min. 09.09.2021
Mobilidade

Esch-sur-Alzette vai ter autocarro sem condutor na zona pedestre

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Esch-sur-Alzette vai ter autocarro sem condutor na zona pedestre

Foto: Luc Deflorenne
Sociedade 2 min. 09.09.2021
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Esch-sur-Alzette vai ter autocarro sem condutor na zona pedestre

Patrick JACQUEMOT
Patrick JACQUEMOT
A segunda maior cidade do país começa a testar este veículo autónomo já este mês.

Por agora, este autocarro sem condutor fez apenas breves aparições no centro da cidade para realizar testes. Mas, na próxima Semana da Mobilidade, em meados de setembro, Esch-sur-Alzette e todos aqueles que frequentam a Rue d'Alzette poderão vê-lo em ação. Melhor ainda: subir a bordo e deslocar-se sem quaisquer restrições. 

Na sexta-feira 17, Georges Mischo, o presidente da Câmara de Esch vai dar mais detalhes sobre a iniciativa, mas já adiantou que esta é uma boa forma de tornar "a maior zona pedestre (970m de comprimento)" e as suas lojas mais atrativas. 

Por enquanto, este será um período experimental. Mas, se tudo correr como planeado, este novo tipo de transporte pode integrar a iniciativa Esch2022, Capital Europeia da Cultura, já no próximo ano. 

O percurso do veículo está a ser mapeado em 3D, localizando os pontos de paragem e identificando quaisquer obstáculos na rota a ser tomada. Este é um mapeamento essencial antes do arranque operacional, afirma a empresa Navya, responsável pelo transporte. 

Em relação à velocidade, este vai andar mais depressa do que um passeio a pé. e até adapta a velocidade de acordo com a densidade da multidão à volta. "Continua a ser uma forma segura, discreta, prática e livre de se deslocar num ambiente urbano", vangloria-se de Georges Hilbert, da empresa Sales-Lentz que tem vindo a acompanhar o desenvolvimento de vaivéns autónomos no desde há cinco anos. No Grão-Ducado, mas também no quadro de uma parceria europeia que envolve 11 países. 

Experiência de sucesso na capital 

"Com este vaivém na capital, transportamos 23 mil passageiros num ano e meio, mas tivemos de parar tudo por causa do vírus. É uma pena porque foi uma 'coisa' particularmente apreciada pelos turistas (80% do tráfego)", relembra Georges Hilbert. Desde então, foi apresentado à comuna um protocolo sanitário adaptado e pode estar para breve o recomeço. "Mas a verdade é que não há muitos visitantes, por isso a oportunidade ainda não existe". 

Georges Hilbert, não há dúvida de que "o futuro da mobilidade gira em torno destes veículos autónomos que vão poder operar a pedido e não apenas em rotas pré-programadas, num futuro próximo".

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