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Minuto de silêncio. Luxemburgo reage à morte do professor decapitado em França
Sociedade 2 min. 22.10.2020

Minuto de silêncio. Luxemburgo reage à morte do professor decapitado em França

Minuto de silêncio. Luxemburgo reage à morte do professor decapitado em França

Foto: AFP
Sociedade 2 min. 22.10.2020

Minuto de silêncio. Luxemburgo reage à morte do professor decapitado em França

Ana Patrícia CARDOSO
Ana Patrícia CARDOSO
"O assassinato de Samuel Paty é um ataque às nossas liberdades e valores fundamentais. É um ataque a todos nós", escreveu o ministro da Educação, Claude Meisch.

Um professor de história francês, Samuel Paty, foi assassinado em frente a uma escola em Conflans-Sainte-Honorine, França, depois de mostrar as caricaturas de Maomé em aula, durante um debate sobre liberdade de expressão. O homem de 47 anos foi morto e decapitado por um jovem de 18 anos que foi baleado e morto. 


Milhares de franceses saíram às ruas em homenagem ao professor de história decapitado num atentado islâmico no fim de semana passado.
Várias operações policiais contra membros do movimento islamita em França
Várias operações policiais foram lançadas esta segunda-feira de manhã em França contra "dezenas de indivíduos" envolvidos no movimento islamita.

O crime está a chocar o país e o mundo, tendo sido classificado como um ato terrorista islâmico pelo Presidente da República francês, Emmanuelle Macron, e a polícia francesa lançou várias operações policiais contra membros do movimento islamita. 

O Luxemburgo não ficou atrás de outros países e condenou os atos através de várias vozes. O ministro da Educação Claude Meisch, a confederação sindical OGBL e a associação de professores de história ALEH reagiram ao assassinato de Samuel Paty

"O assassinato de Samuel Paty é um ataque às nossas liberdades e valores fundamentais. É um ataque a todos nós. Trabalhemos juntos pela liberdade de expressão e por uma educação livre e esclarecida", escreveu o ministro da Educação, Claude Meisch , no Twitter. 

Em comunicado, a OGBL expressou o seu pesar pelo crime, esta quinta-feira de manhã. Com o propósito de homenagear o trabalho de Paty, a OGBL decidiu produzir uma pasta pedagógica sobre o tema "Liberdade de expressão e sátira". Estará em alemão, disponível no site da Ogbl e será gratuita. "Apelamos a todos os colegas para que abordem a questão da liberdade de expressão nas suas lições", pode ler-se no comunicado. O sindicato acrescentou ainda outro pedido ao ministro da Educação. Um minuto de silêncio por Samuel Paty. 

Tamém a associação luxemburguesa de professores de história, ALEH, e os professores de história da Universidade do Luxemburgo emitiram um comunicado conjunto sobre do colega Paty. "Somos os primeiros ameaçados pela intolerância", afirmam, reforçando que "ato prova tragicamente como é importante assegurar que os jovens desenvolvam um espírito crítico e iluminado, tolerância e respeito na sua educação. Os professores das escolas primárias e secundárias estariam na vanguarda do ensino dos jovens a pensar de uma forma reflexiva e aberta". 


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