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Ministra reconhece "situação preocupante" dos sem-papéis no Luxemburgo
Sociedade 14.07.2020

Ministra reconhece "situação preocupante" dos sem-papéis no Luxemburgo

Ministra reconhece "situação preocupante" dos sem-papéis no Luxemburgo

Foto: AFP
Sociedade 14.07.2020

Ministra reconhece "situação preocupante" dos sem-papéis no Luxemburgo

Diana ALVES
Diana ALVES
Em causa estão mais de 200 pessoas sem documentos que precisaram de ajuda alimentar nos últimos tempos. Tutela da Imigração "disposta a analisar eventuais propostas em matéria de regularização".

A ministra da Família e da Integração, Corinne Cahen, está "ao corrente da situação preocupante" dos imigrantes sem-papéis no Luxemburgo, no atual contexto sanitário. Na resposta a uma questão parlamentar do Déi Lénk sobre o assunto, Cahen diz que o seu ministério foi informado da situação por várias associações.

Na origem da questão parlamentar do deputado David Wagner (déi Lénk) está uma denúncia da ASTI, segundo a qual os imigrantes indocumentados estão a ser particularmente afetados pela crise pandémica. A organização revelou recentemente que, em menos de um mês, teve de prestar ajuda alimentar a 214 pessoas (32 famílias): comida no valor de 20.000 euros. Um gesto que, segundo a ASTI, foi possível graças a doações de privados e ao apoio da Obra Grã-Duquesa Charlotte.


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Questionada sobre se o Governo está a par da situação, Corinne Cahen confirma que o seu ministério foi informado e que desde o dia 15 de abril que aqueles imigrantes têm acesso às mercearias sociais. A ministra acrescenta que "as pessoas puderam inscrever-se junto dos diferentes parceiros das mercearias sociais de forma anónima e sem terem de indicar um eventual número de segurança social".

Ainda segundo a ASTI, na maior parte dos casos destes migrantes em situação precária, trata-se de pessoas que vivem e trabalham há vários anos no país, daí David Wagner querer saber se o Governo não tenciona regularizar a situação destes migrantes. Sobre esta questão, Cahen avança apenas que "o ministro da Imigração e do Asilo [Jean Asselborn] está, como sempre, disposto a analisar eventuais propostas em matéria de regularização".  

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