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Metz. Fnac colocou câmaras para vigiar empregados (até nas casas de banho)

Metz. Fnac colocou câmaras para vigiar empregados (até nas casas de banho)

Foto: Pixabay
Sociedade 03.05.2019

Metz. Fnac colocou câmaras para vigiar empregados (até nas casas de banho)

Foi apresentada uma queixa formal por parte do sindicato dos trabalhadores.

A direção da Fnac de Metz instalou câmaras de filmar em todo a loja, incluindo nas casas de banho, sem o consentimento dos empregados, revela o jornal francês Le Républicain Lorrain. 

Desde 2012, altura da mudança para as instalações atuais nas Galeries Lafayette, no centro de Metz, os funcionários tinham reparado na instalação de várias câmaras. Questionados sobre o assunto, a direção da empresa negou que vigiava os trabalhadores, afirmando que as câmaras só eram ativadas à noite, após a saída do staff: "Foi-nos dito que era apenas um sistema útil no caso de uma intrusão", afirmou um dos empregados à publicação francesa.

Na verdade, as câmaras filmavam em permanência e "os seguranças recebiam as imagens nos telemóveis", afirmou Christelle Schaeffer, delegada sindical da Confédération Française Démocratique du Travail (CFDT). O que sugere que os gestores da loja poderiam estar a monitorizar as ações dos colaboradores. 

Face ao sucedido, o sindicato dos trabalhadores apresentou uma queixa formal, utilizando as filmagens como prova. "Nunca houve qualquer conformidade com a Commission nationale de l'informatique et des libertés (CNIL) e (...) a comissão de trabalhadores nunca foi consultada", explicou a delegada. da CFDT. 

O conselho sindical da empresa nunca foi consultado", diz Christelle Schaeffer, delegada sindical, e vê o ato com uma forma de "aumentar o seu poder" para com os trabalhadores e " uma "maneira desleal de obter informações". 

Christelle revelou também que os funcionários estão chocados com o sucedido e perderam mesmo a confiança no empregador, questionando-se mesmo porque foi instalada uma vigilância até na zona das casas de banho. Entretanto, o sistema foi desativado enquanto decorrem as investigações.

Questionada pelo Le Républicain Lorrain a direção da Fnac não teceu qualquer comentário.