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Medo da vacina da AstraZeneca atrasa processo de imunização em França
Sociedade 2 min. 05.04.2021

Medo da vacina da AstraZeneca atrasa processo de imunização em França

Medo da vacina da AstraZeneca atrasa processo de imunização em França

Foto: Matthias Bein/dpa-Zentralbild/dp
Sociedade 2 min. 05.04.2021

Medo da vacina da AstraZeneca atrasa processo de imunização em França

Apesar de, no país, a vacina estar recomendada apenas para pessoas com mais de 55 anos, em algumas regiões começam a sobrar doses e os agendamentos são mais difíceis de preencher do que com as vacinas da Pfizer e da Moderna.

Os receios de segurança em torno da vacina contra a covid-19 da AstraZeneca estão a criar sobras de doses em França, face a sucessivas desistências da população que está indicada para ser vacinada nesta fase, e a provocar um atraso no processo de imunização.

Segundo noticia a AFP, nos últimos dias têm sobrado doses da farmacêutica nas regiões Nord e Pas-de-Calais, devido a receios de efeitos secundários, relataram as autoridades este fim de semana.

"É mais do que uma onda de pânico", afirmou à agência a presidente da câmara de Calais, Natacha Bouchart, acrescentando que tinha "550 doses de AstraZeneca para disponibilizar", uma vez que tem apenas cerca de 70 de agendamentos para os próximos dias. Por outro lado, as vagas destinadas a outras vacinas são facilmente preenchidas.


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Num comunicado enviado à agência France-Presse, a Agência Reguladora de Medicamentos e Cuidados de Saúde do Reino Unido diz que sete pessoas morreram de coágulos sanguíneos, num total de 30 casos identificados até agora.

"É realmente necessária uma campanha nacional para explicar que esta vacina não tem consequências mais negativas do que a Pfizer ou Moderna", insiste a autarca, apontando uma "comunicação muito má que tem consequências pesadas", com cancelamentos de consultas em Calais mas também em Boulogne-sur-Mer e Gravelines.

Em Gravelines, Thierry Mraovic, um dos coordenadores do centro de vacinação Sportica, escreveu na sua conta do Twitter que 600 doses não utilizadas da vacina da AstraZeneca tinham de ser devolvidas, lamentando que os critérios atuais para a sua aplicação estejam atualmente limitados à população de +55 anos, pelo menos, em alguns países, como França. 

 Este domingo, o Ministro do Interior, Gérald Darmanin, sinalizou a preocupação em torno do fármaco do grupo anglo-sueco, mas tentou tranquilizar os franceses.

"Devemos prestar atenção aos receios", afirmou, insistindo, porém, "que todas as vacinas validadas pelas autoridades sanitárias europeias e francesas são boas vacinas".


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O ministério da Saúde explicou que esta decisão ocorreu após cinco novos casos de coágulos sanguíneos que afetaram mulheres entre os 25 e os 65 anos.

Os funcionários do centro de vacinação montado no hipódromo de Marcq-en-Baroeul, e que ministro visitou este domingo, explicaram ao governnante que "quando são colocadas em linha 500 marcações para a vacina Pfizer, saem em cinco minutos, enquanto com a AstraZeneca demoram um dia e meio, ou mesmo dois dias". 

Apesar disso, Arnaud Corvaisier, diretor-geral adjunto da ARS de Hauts-de-France, garantiu à AFP, que "todas as doses que são entregues são injetadas". "Não perdemos doses", assegurou, reconhecendo, contudo, que existiram "uma ou duas situações um pouco complicadas" este fim-de-semana.

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