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Maior avião do mundo já levantou voo. Mas não vai poder voar nele

Maior avião do mundo já levantou voo. Mas não vai poder voar nele

Foto. AFP
Sociedade 2 min. 15.04.2019

Maior avião do mundo já levantou voo. Mas não vai poder voar nele

De uma asa à outra o Stratolaunch mede mais de 117 metros, mais do que a largura de um campo de futebol.

O maior avião do mundo em largura realizou o voo inaugural no fim de semana passado, no deserto do Mojave, na Califórnia, nos EUA. No sábado, durante mais de duas horas o Stratolaunch voou a uma altitude de 17 mil pés, a uma velocidade média de 304 quilómetros por hora. As dimensões do Stratolaunch impressionam tanto quanto o que pode transportar: foguetes para colocar satélites comerciais no Espaço.

Atualmente, a maior parte dos foguetes são lançados da Terra, mas a ScaleComposites - empresa responsável pelo projeto - acredita que a sua colocação no ar torna este processo mais eficiente.  Atualmente, há poucos meios que permitem o envio destes foguetes para o Espaço, pelo que o Stratolaunch poderá constituir uma vantagem competitiva para empresas ligadas à exploração espacial. No entanto, dado a sua envergadura, o avião não aterra nem descola facilmente em qualquer pista.

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De uma asa à outra, o aparelho é mais largo do que um campo de futebol: mais de 117 metros, no que aparenta ter uma fina estrutura horizontal. É o maior avião em largura mas outra aeronaves ultrapassam os seus 73 metros de comprimento. Nesta categoria, o avião é ultrapassado pelo avião comercial Boeing 747-8 e outros aparelhos de carga.

Os responsáveis esperam poder transportar foguetes de 250 toneladas carregados com satélites a uma altura de 35 mil pés, atingindo a estratosfera. Quando atinge a altitude de cruzeiro o foguete desprende-se da aeronave e prossegue o seu caminho em direção ao espaço.

Pesa aproximadamente 227 toneladas. É composto por uma dupla fuselagem, seis motores de Boeing 747. O trem de aterragem possui 28 rodas. Foram reutilizadas partes de três modelos 747 na construção do Stratolaunch. Na descolagem, o peso máximo do aparelho atinge os mais de 650 toneladas.  A companhia não divulgou, no entanto, quanto custa cada avião e a totalidade do projeto que levou ao seu desenvolvimento.

O voo de sábado decorreu sem grandes imprevistos e constituiu uma homenagem ao seu mentor, Paul Allen. O também cofundador da Microsoft e entusiasta do Espaço foi a mente por detrás do aparelho, mas faleceu em outubro passado, aos 65 anos, vítima de cancro no sangue.  "Dedicamos este dia ao homem que nos inspirou a encontrar formas de fortelecer os que procurar solucionar os problemas do mundo (..) Sem dúvida ele [Paul Allen] ficaria excecionalmente orgulhoso de ver esta aeronave a levantar voo", referiu Jean Floyd, CEO do projeto. 

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O futuro do projeto é ainda muito incerto. Segundo a revista Wired, a empresa não divulgou planos para os próximos voos e será necessário ainda obter aprovação da Agência Federal de Aviação norte-americana (FAA, na sigla inglesa) para começar oficialmente a operar. Ao mesmo tempo, alguns questionam a viabilidade do Stratolaunch, caso a tendência em construir foguetes mais pequenos se confirme.  Este dado poderia tornar o Stratolaunch pouco apelativo para empresas aeroespaciais,  nota o jornal The New York Times. 

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