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Máscaras FFP2 para professores. Apenas campanha de marketing do ministro?
Sociedade 27.01.2021

Máscaras FFP2 para professores. Apenas campanha de marketing do ministro?

A Áustria foi dos primeiros países europeus a impor o uso de máscara do tipo FFP2 em transportes, espaços públicos e comércio.

Máscaras FFP2 para professores. Apenas campanha de marketing do ministro?

A Áustria foi dos primeiros países europeus a impor o uso de máscara do tipo FFP2 em transportes, espaços públicos e comércio.
Foto: AFP
Sociedade 27.01.2021

Máscaras FFP2 para professores. Apenas campanha de marketing do ministro?

Susy MARTINS
Susy MARTINS
Sindicato dos professores diz que não basta anunciar na praça pública que vão ser tomadas medidas e critica a atual distribuição de máscaras no ensino fundamental.

O sindicato dos professores, SNE, veio a público questionar a declaração do ministro da Educação sobre a distribuição de máscaras FFP2 aos docentes, uma medida pedida pelos professores há alguns meses. Claude Meisch assegurou recentemente que estas máscaras iriam ser distribuídas aos professores, mas o sindicato questiona se isso não será apenas uma campanha de marketing, uma vez que não há máscaras suficientes para todos os docentes.

Apesar de ver com bom grado que o ministro tenha acedido à reivindicação do SNE, o sindicato dos professores alerta que não foram encomendadas máscaras suficientes para todos os docentes. E mesmo que se volte a encomendar, é provável que continue a haver falta destes dispositivos como aconteceu na primavera do ano passado com as máscaras cirúrgicas.

A preocupação é sustentada pelo facto de cada vez mais países estarem a recomendar ou mesmo a obrigar o uso de máscaras FFP2 nos espaços públicos, como o caso da Áustria.

No comunicado o SNE critica ainda a política atual de distribuição de máscaras, a cargo de cada direção do ensino fundamental. Diz que cada direção distribui as máscaras como bem entende, não havendo uma linha de conduta nacional. E exemplifica com algumas direções que só distribuem máscaras a professores vulneráveis, enquanto outras dão a todos os professores dos estabelecimentos, embora em quantidades insuficientes.

No comunicado divulgado reivindicam, por isso, a Claude Meisch uma proteção mais "efetiva" dos seus funcionários, não bastando anunciar na praça pública que vão ser tomadas medidas para que as escolas possam continuar abertas, e depois na realidade essas medidas não são concretizadas.  

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