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Máquinas de tetraplégico francês em estado vegetativo há uma década vão ser desligadas

Máquinas de tetraplégico francês em estado vegetativo há uma década vão ser desligadas

Foto: Anouk Antony
Sociedade 12.05.2019

Máquinas de tetraplégico francês em estado vegetativo há uma década vão ser desligadas

Vincent Lambert, um enfermeiro de 42 anos, ficou tetraplégico em 2008 na sequência de um acidente rodoviário, tendo-se tornado um símbolo do debate sobre a eutanásia em França.

As máquinas que mantêm com vida o francês Vincent Lambert, tetraplégico em estado vegetativo há uma década, vão ser desligadas na semana que começa a 20 de maio, segundo decisão jurídica e médica.

Segundo o advogado dos pais, o médico que segue o caso indicou que as máquinas que ligam Vincent Lambert à vida serão desligadas, apesar de parte da família se ter manifestado contra, enquanto outra parte defende que as máquinas sejam desligadas, tendo já sido desencadeada uma batalha jurídica.

Vincent Lambert, um enfermeiro de 42 anos, ficou tetraplégico em 2008 na sequência de um acidente rodoviário, tendo-se tornado um símbolo do debate sobre a eutanásia em França.

A própria família está dividida: pais e uma irmã querem manter Lambert vivo artificialmente, enquanto a sua mulher, cinco irmãos e um sobrinho concordam que as máquinas devem ser desligadas.

Em 2011, os médicos que seguem o caso descartaram por completo qualquer possibilidade de melhorias no estado de Vincent Lambert e em 2014 o seu estado passou a ser classificado como vegetativo.

O Governo francês, que já afirmou que vai responder à ONU, defende que o percurso legal do caso foi esgotado, depois de o Conselho de Estado - a mais alta autoridade administrativa – ter autorizado em abril a suspensão do tratamento, o que o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos também já aprovou.

Para os advogados dos pais, "não há emergência médica para interromper a alimentação e a hidratação” artificial de Lambert, e “nada justifica tal violação descarada do direito internacional e das medidas provisórias exigidas pela ONU".

Lusa