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Luxemburgo vai investigar novos tratamentos para o cancro
Sociedade 31.03.2022 Do nosso arquivo online
Saúde

Luxemburgo vai investigar novos tratamentos para o cancro

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Luxemburgo vai investigar novos tratamentos para o cancro

Foto: Getty Images
Sociedade 31.03.2022 Do nosso arquivo online
Saúde

Luxemburgo vai investigar novos tratamentos para o cancro

Maria MONTEIRO
Maria MONTEIRO
Dois projetos do Instituto de Saúde do Luxemburgo receberam recentemente um financiamento da União Europeia e vão aprofundar o estudo da imunoterapia como forma alternativa de combate à doença.

Este tipo de procedimento apresenta um “enorme potencial terapêutico para tratar o cancro”, mas até agora só foi bem sucedida a longo prazo numa minoria de pacientes, informa o Instituto de Saúde do Luxemburgo (LIH, na sigla inglesa) em comunicado.


Luxemburgo. Cancro tornou-se principal causa de morte antes da pandemia
Pela primeira vez, em 2019, o cancro tornou-se a principal causa de morte no Luxemburgo.

A imunoterapia oncológica recorre ao sistema imunitário do próprio paciente “para combater o cancro através do despertar de células imunitárias especializadas para atacar as células cancerígenas”.

Para levá-la à fase de ensaio clínico, é preciso desenvolver “estratégias para definir quais os pacientes que podem beneficiar do tratamento e determinar quais são as moléculas inovadoras [que podem intervir]”.

Investigação junta vários países

O PreCyse é um projeto que resulta da colaboração entre Bassam Janji, responsável pelo grupo de Investigação em Imunoterapia Tumoral e Microambiente (TIME, na sigla inglesa) do Departamento de Investigação de Cancro do LIH, e a biotecnológica norueguesa Cytovation. Tem como objetivo testar o benefício terapêutico dos “agentes que podem ajudar o sistema imunitário a reconhecer e atacar as células cancerígenas”, em combinação com uma molécula especialmente designada para tal.


No Luxemburgo, espera-se até um ano por uma mamografia
Os quatro hospitais do Luxemburgo estão longe de responder atempadamente aos pedidos de mamografias.

Já o projeto C2I junta o TIME à AC BioScience e ao Gustave Roussy, o principal centro europeu de tratamento do cancro, para estudar essas moléculas alternativas que possam “melhorar a eficácia dos inibidores da via de controlo imunitário”, ou seja, conseguir a melhor combinação de possível de moléculas para aumentar as defesas do paciente.

O cancro causou 1,9 milhões de mortes na Europa em 2020 e continua a ser a segunda principal causa de morte. No Luxemburgo, 26% das mortes são causadas por esta doença.

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