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Luxemburgo participa em ensaio clínico europeu para tratar pacientes de Covid-19
Sociedade 23.03.2020

Luxemburgo participa em ensaio clínico europeu para tratar pacientes de Covid-19

Luxemburgo participa em ensaio clínico europeu para tratar pacientes de Covid-19

Foto: Sebastian Gollnow/dpa
Sociedade 23.03.2020

Luxemburgo participa em ensaio clínico europeu para tratar pacientes de Covid-19

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Os ensaios começaram este domingo e deverão incluir 3200 pacientes de quase uma dezena de países europeus, sendo 800 deles de cinco hospitais franceses.

O Luxemburgo é um dos países que integra um ensaio clínico europeu para testar tratamentos experimentais contra o coronavírus.

O ensaio começou este domingo e envolve vários países da União Europeia e o Reino Unido, que vão aplicar quatro tratamentos experimentais contra a infeção de Covid-19.

Além do Luxemburgo e da Grã-Bretanha, os ensaios deverão incluir 3200 pacientes europeus de países como a Bélgica, França, Alemanha, Holanda, Espanha e Suécia, refere a informação do Instituto Francês de Investigação Médica. 

Em França, pelo menos 800 dos pacientes hospitalizados com Covid-19 participarão nos ensaios. Trata-se de pacientes que estão internados em departamentos hospitalares convencionais, mas também nos cuidados intensivos. E são cinco os estabelecimentos hospitalares abrangidos por estes ensaios.

Os testes são liderados por Florence Ader, infeciologista no departamento do Hospital da Cruz Vermelha de Doenças Infecciosas e Tropicais, em Lyon, com o apoio de investigadores do Centro Internacional de Investigação em Infecciologia.

"Analisámos dados de literatura científica do coronavírus da SARS e da MERS e as primeiras publicações da SARS-COV2 da China de forma a conseguir uma lista de moléculas antivirais para serem testadas: remdesivir, lopinavir e ritonavir, o último a ser administrado com ou sem interferão beta e  hidroxicloroquina", refere a investigadora.


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Esta lista de fármacos potenciais para o tratamento de pacientes com coronavírus também é "baseada", adianta Florence Ader, no "subconjunto de tratamentos experimentais classificados como altamente prioritários pela Organizações Mundial de Saúde".

Segundo a investigadora, os ensaios são concebidos para serem práticos e adaptáveis às circunstâncias.

"O objetivo é analisar a eficácia e segurança das opções de tratamento nos pacientes, durante um período de tempo limitado", indica. 

Os ensaios serão ainda complementados com dados que serão recolhidos de outros ensaios clínicos internacionais, que começarão em breve, sob a supervisão da Organização Mundial de Saúde.





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