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Luxemburgo. Pandemia afetou a saúde emocional e sexual dos jovens
Sociedade 2 min. 22.10.2020

Luxemburgo. Pandemia afetou a saúde emocional e sexual dos jovens

Luxemburgo. Pandemia afetou a saúde emocional e sexual dos jovens

Sociedade 2 min. 22.10.2020

Luxemburgo. Pandemia afetou a saúde emocional e sexual dos jovens

Ana B. Carvalho
Ana B. Carvalho
De 7 a 11 de dezembro deste ano decorre a 2ª Semana de Sensibilização para a Saúde Emocional e Sexual no Luxemburgo com atividades, eventos e workshops para profissionais da área e o público em geral. Programa será revelado em breve.

A crise provocada pela pandemia de covid-19 está a ter naturalmente impactos em todas as áreas da sociedade, incluindo a saúde sexual e emocional. 

Segundo o Centro Nacional de Referência para a Promoção da Saúde Sexual e Emocional (Cesas) a saúde emocional e sexual é "uma componente importante e inseparável do bem-estar físico, mental e psicológico", pelo que não pode ser descurada, sobretudo em pessoas vulneráveis.

"Durante o confinamento as pessoas não podiam encontrar-se, não podiam socializar e segundo as informações que temos, a nível de saúde mental, as gerações mais novas sofreram um grande impacto negativo no campo relacional, que foi muito afetado", explica ao Contacto Christa Brömmel coordenadora do Cesas. Christa reitera que "a saúde emocional e sexual estão intimamente ligadas, e que não é fácil medir uma sem a outra". 


Médico belga que se recusava a usar máscara infetou 100 pacientes com covid-19
O profissional de saúde, que também testou positivo há uma semana, terá realizado uma série de consultas sem tomar as necessárias precauções de higiene.

O aumento do consumo e utilização de meios de comunicação é um dos grandes factores de risco que para menores e adultos, através da exposição à pornografia (infantil) ou a predadores sexuais, cujos "ataques" aumentaram muito durante este período, segundo um estudo do Cesas enviado às redações. 

Também o risco de isolamento e a exposição online ao assédio, abuso ou violência aumentou. E quem sofre mais uma vez são os mais vulneráveis, pessoas LGBTQI+, em situação de proteção internacional (DPI) e pessoas com deficiência. 

Segundo este organismo, para os mais novos as principais fragilidades durante o confinamento foram a incapacidade de desenvolver e manter relações emocionais, sexuais e/ou românticas num "contexto cara-a-cara", bem como a impossibilidade de beneficiar apoio nestas questões a partir da escola. 

Mas no contexto da pandemia existem outras situações de vulnerabilidade no foro da saúde sexual: a dificuldade para obter contraceção habitual ou medicamentos relacionados com a saúde sexual, dificuldades que se agravaram com a redução do acesso aos cuidados médicos e dos serviços de rastreio de doensças sexualmente transmissíveis, alerta o Cesas.

Segundo a coordenadora, Christa Brömmel, "é importante que se continue a procurar aconselhamento e ajuda de profissionais quando necessário". O Cesas lista cerca de 107 serviços e organizações no Luxemburgo que podem ser úteis.

Todos estes temas serão debatidos entre 7 e 11 de dezembro na 2ª Semana de Sensibilização para a Saúde Emocional e Sexual no Luxemburgo. O evento prevê atividades, eventos e workshops para profissionais da área e o público em geral. O programa em pormenor será divulgado em breve. 

O Cesas trabalha sob a supervisão de vários ministérios luxemburgueses. O organismo defende a promoção da saúde emocional e sexual, bem como o desenvolvimento de conhecimentos e competências nestas áreas. 

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