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Luxemburgo. Número de casos de sarampo sobe para sete
Sociedade 3 min. 25.03.2019

Luxemburgo. Número de casos de sarampo sobe para sete

Luxemburgo. Número de casos de sarampo sobe para sete

Foto: Gerry Huberty
Sociedade 3 min. 25.03.2019

Luxemburgo. Número de casos de sarampo sobe para sete

Catarina OSÓRIO
Catarina OSÓRIO
Em 2018 registaram-se apenas quatro casos da doença no Luxemburgo. Balanço vai ser certamente maior no final deste ano.

(Notícia atualizada a 27.03.2019 às 16:19).

O número de casos de sarampo identificados no Grão-Ducado subiu para sete. Em comunicado enviado às redações na sexta-feira passada, o Ministério da Saúde confirmava a existência de cinco casos no país. Agora, o número subiu para sete. A notícia foi confirmada pelo gabinete de imprensa do Ministério da Saúde luxemburguês ao Contacto, após as declarações da ministra ontem à televisão RTL. Todos os casos tiveram origem na Escola Europeia de Mamer, mas a Direção de Saúde alerta para possíveis riscos de disseminação do vírus. 

Apesar de a vacinação não ser obrigatória no país, as autoridades de saúde recomendam a vacinação das crianças até aos 2 anos com as duas doses da vacina única contra o sarampo, a papeira, a rubéola e a varicela (MMRV). A vacina pode ser tomada a partir dos 12 meses. Os adultos nascidos depois de 1980 que não tomaram esta vacina são também aconselhados a fazê-lo.  

Os surtos de sarampo atingiram valores recorde em 2018. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2018 houve mais de 82 mil casos de sarampo que resultaram em 36 mortes, um aumento de 50% em relação a 2017. Países como França, Grécia, Itália, Rússia, Sérvia, Geórgia e Ucrânia registaram mais de mil infetados só em 2018. Na maior parte dos casos, a OMS atribui estas fatalidades à não vacinação. No mesmo ano, o Luxemburgo registou apenas quatro casos. Sendo que em março de 2019 há sete casos identificados o balanço de casos vai certamente ser mais elevado no final deste ano. 

Surtos de maior dimensão na Europa levaram mesmo alguns países a tornarem a imunização obrigatória. No início de março, o governo italiano introduziu um pacote de vacinação mandatória das crianças até aos seis anos, incluindo sarampo, rubéola e papeira. França seguiu o mesmo caminho com a toma obrigatória de oito vacinas, incluindo a do sarampo. Alemanha é o mais recente país a ponderar a medida


Paranóia antivacinas chega ao Luxemburgo
Movimento contra a vacinação diz que há cada vez mais pessoas que recusam imunizar os filhos contra doenças infecciosas.

Recentemente, o Contacto noticiou a existência de um movimento antivacinação no Luxemburgo que refere existirem cada vez mais pais interessados em não vacinar os filhos.

Na nota enviada às redações na sexta-feira passada, o Ministério da Saúde do Grão-Ducado salientava a importância da vacinação contra o sarampo, uma doença "altamente contagiosa", "sem cura" e que "pode levar a complicações sérias, sequelas ou mesmo a morte" . "Numa população não imune, uma só pessoa pode contagiar entre 15 a 20", pode ler-se. 

Os primeiros sinais da doença são pingo no nariz, olhos vermelhos e lacrimejantes, e tosse acompanhados de febre. As manchas vermelhas e a comichão, sinais pelo que a doença é vulgarmente notada, surgem primeiramente na cara e atrás das orelhas e duram pelo menos cinco dias. 

O executivo recomenda ainda às pessoas que tenham sintomas de sarampo a contactarem o médico de família, que por sua vez, tem obrigatoriamente de reportar às autoridades os casos de diagnóstico positivo. Em caso de dúvidas, os utentes poderão ligar para a Divisão de Inspeção Sanitária da Direção de Saúde através do número (+352) 247-85650, ou consultar as recomendações do Conselho Superior das Doenças Infecciosas (CSMI) relativas à imunização contra o sarampo.


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