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Luxemburgo "no bom caminho" da meta sustentável
Sociedade 4 min. 30.01.2020 Do nosso arquivo online

Luxemburgo "no bom caminho" da meta sustentável

Luxemburgo "no bom caminho" da meta sustentável

Foto: Pixabay
Sociedade 4 min. 30.01.2020 Do nosso arquivo online

Luxemburgo "no bom caminho" da meta sustentável

Ana Patrícia CARDOSO
Ana Patrícia CARDOSO
O Grão-Ducado quer atingir os 11% de energia renovável até final de 2020. Pactos com os países bálticos, fomento da produção nacional e um novo imposto sobre o CO2 são algumas das medidas para lá chegar.

Em outubro de 2017 o Luxemburgo comprou 16,5 milhões de euros de energia renovável à Lituânia e Estónia, que estes transferiram entre o período de 2018 e 2020. O grande objetivo deste acordo é conseguir atingir 11% de energias renováveis do consumo energético até 2020. Até agora, os dois países bálticos representam 2% desses 11%, ou seja, a energia transferida para o Luxemburgo é um quarto de toda a energia verde do país.

Para o ministro da Energia, Claude Turmes, "o Luxemburgo está no bom caminho para atingir as metas". Isto porque o Grão-Ducado atingiu o nível intermédio estabelecido para o período 2017-2018. A taxa falada era de 7,47%, e chegou-se aos 7,67%. Em 2018, houve uma subida considerável de energia verde no país e os números falam por si. A quota de energias renováveis no consumo do setor "Eletricidade" é superior a 9%, a quota no setor "Calor e Frio" é de 8,78%, e no setor "Transportes" é de 6,54%. Tudo indica que os 11% sejam alcançáveis este ano.

Produção no Luxemburgo

Para além da importação de energia renovável, a produção nacional de kilowatts (água, solar, eólica, biomassa) tem vindo a melhorar. No centro do país, mais precisamente em Junglinster e Beidweiler, está prestes a ser lançado o maior campo de painéis solares sob os transmissores da empresa de media RTL, num "esforço bem conseguido em desenvolver a energia fotovoltaica do país", afirma o ministro da energia, considerando "muito positivo" o aumento de 60%, em cinco anos, do número de instalações e a produção de energia em conexão com os raios ultravioleta (UV). O Grão-Ducado fica, assim, "em 7º lugar na União Europeia em capacidade fotovoltaica por habitante".


Produção de eletricidade a partir de fontes renováveis aumentou 14%
A produção de eletricidade a partir de fontes renováveis aumentou 14% em 2018, face ao ano anterior, de acordo com o Instituto Luxemburguês de Regulação (IRL).

Outra fonte de energia em expansão é a eólica. Entre 2013 e 2018, o crescimento da produção de energia fornecida pelas turbinas eólicas aproxima-se dos 200%, com o número de centrais eólicas instaladas a aumentar em 35%. Apesar dos avanços, segundo dados do Gabinete Europeu de Estatística (Eurostat), Luxemburgo está ainda muito dependente das importações, no que diz respeito à eletricidade. Em 2017%, chegava aos 95,4%, que apesar de ser muito considerável representa uma descida em relação aos 96,1% do ano anterior.


Combustíveis aumentam em 2020 mas o imposto do CO2 só entra em vigor em 2021
O anúncio foi confirmado pelo ministro das Finanças, Pierre Gramegna. Gasóleo e a Gasolina vão subir entre 2 a 6 centímos até 2021.

 Imposto sobre o CO2

O Luxemburgo tem como objetivo reduzir as emissões de gases com efeito de estufa em 55% até 2030. As vendas de combustíveis no país colocam em risco essa redução. Com esse fim, vai ser implementado um novo imposto sobre as emissões de dióxido de carbono (CO2), sugere o comité interdepartamental (Finanças, Ambiente, Energia, Economia) que acompanha e analisa a evolução das vendas de combustíveis e o impacto das medidas tomadas pelo governo.

O aumento dos impostos especiais sobre o consumo efetuado em 1 de maio de 2019 permitiu travar a subida que vinha a acontecer desde 2017. De facto, as vendas diminuíram ligeiramente em relação ao mesmo período de 2018 (- 1,1% no total; +5,3% para a gasolina, -2,5% para o gasóleo). No entanto, ainda não é suficiente.


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Este grupo deu o parecer favorável ao aumento dos impostos especiais sobre o consumo de combustíveis rodoviários, ou seja, entre 1 e 3 cêntimos para a gasolina e entre 3 e 5 cêntimos para o gasóleo. Para Pierre Gramegna, ministro das Finanças, esta taxa significa um acréscimo entre 100 e 150 milhões de euros nos cofres do Estado. As verbas deverão ser investidas no financiamento de energias renováveis. Para além de tudo, os transportes públicos tornam-se gratuitos a partir de março deste ano, logo espera-se uma redução no número de carros no país. 

Portugal à frente do Luxemburgo

Segundo dados do Eurostat, Portugal foi um dos dez países da União Europeia com a maior quota de energias renováveis no seu consumo energético em 2018. O país registou a sexta maior quota de utilização de energias renováveis no seu consumo energético, equivalente a 30,3% do total e acima da média comunitária, situada nos 18%. Fica, assim, mais perto de atingir a meta de 31% fixada para 2020. No topo da lista dos países com maior quota de energias renováveis estão a Suécia (54,6%), a Finlândia (41,2%) e a Letónia (40,3%).


Portugal supera Luxemburgo nas energias renováveis
Grão-Ducado está no fundo da tabela, de acordo com os dados divulgados esta semana pelo Eurostat.

No extremo oposto estão a Holanda (7,4%), Malta (8,0%), Luxemburgo (9,1%) e Bélgica (9,4%). O gabinete de estatísticas europeu mostra que o peso da energia proveniente de fontes renováveis no consumo energético total dos estados-membros subiu apenas de 17,5%, em 2017, para 18%, em 2018. Porém, a percentagem corresponde a mais do dobro do valor de 2004 (8,5%), o primeiro ano em que há registos.


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