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Luxemburgo. Centenas de pessoas em protesto contra reforma no setor da saúde
Sociedade 10 01.06.2021

Luxemburgo. Centenas de pessoas em protesto contra reforma no setor da saúde

Luxemburgo. Centenas de pessoas em protesto contra reforma no setor da saúde

Foto: Guy Jallay
Sociedade 10 01.06.2021

Luxemburgo. Centenas de pessoas em protesto contra reforma no setor da saúde

Ana Patrícia CARDOSO
Ana Patrícia CARDOSO
Cerca de 500 pessoas reuniram-se em frente ao Parlamento para protestar contra as propostas apresentadas pelo Governo para a reforma nos diplomas do setor da saúde.

A adesão ao protesto desta terça-feira foi maior do que o esperado pela própria organização. "Esta é a mobilização mais massiva no setor de saúde em 20 anos", afirmou mesmo Gilles Evrard, presidente da Associação dos Profissionais da Saúde de Luxemburgo (ALEPS), citado pelo Wort. 

Os organismos estão contra o não envolvimento dos próprios profissionais da saúde na reforma apresentada no passado dia 3 de maio. Embora saúdem a reforma, já esperada há vários anos, criticam no entanto alguns aspetos considerando que não correspondem à realidade no terreno. 

No total foram 12 organizações (ALAS, ALEPS, ALSF, ALATMC, ALIAR, ALIP, ALIPS, ANIL, LCGB, OGBL, Patientenvertriedung e UNEL) que estiveram representadas no protesto que reuniu cerca de 500 profissionais da Saúde.  

Estas consideram, por exemplo, que a reforma vai criar duas categorias de enfermeiros: os que têm um BTS (Curso Técnico Superiore Profissional, equivalente ao bacharelato) e os que terão uma licenciatura. E defendem que a formação BTS para estes profissionais deve ser abolida, e que a licenciatura passe a ser a única opção. 

A reforma nos diplomas de enfermagem esteve no centro dos debates desta terça-feira no Parlamento, onde foi discutida uma petição a favor de uma revisão "coerente" da formação das profissões de saúde. O debate contou com a presença da ministra da Saúde, Paulette Lenert, e o ministro da Educação e Ensino Superior, Claude Meisch. A petição, que teve mais de 4.900 assinaturas, foi iniciada por um estudante. 

O Governo quer criar uma licenciatura em Enfermagem de cuidados gerais, com duração de três anos, a partir de 2023/2024. Em paralelo serão também criadas outras quatro licenciaturas em Enfermagem Especializada. Estão previstas ainda mais duas licenciaturas de assistente técnico médico em obstetrícia e radiologia, a partir de 2023. Será ainda criado um programa de formação de mais um ano para os enfermeiros generalistas que pretendam obter uma especialização.  

Tanto a OGBL como a Aleps consideram que a criação de várias licenciaturas em enfermagem está fora da realidade e pode gerar confusão e caos. 

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