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Luxemburgo. 69% dos pais preocupados com o progresso escolar dos filhos
Sociedade 4 min. 07.03.2021

Luxemburgo. 69% dos pais preocupados com o progresso escolar dos filhos

Luxemburgo. 69% dos pais preocupados com o progresso escolar dos filhos

Foto: Pierre Matgé
Sociedade 4 min. 07.03.2021

Luxemburgo. 69% dos pais preocupados com o progresso escolar dos filhos

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
Os pais dos alunos do secundário receiam que os filhos queiram abandonar a escola. Este são resultados de uma sondagem do Ministério da Educação.

Os pais do Luxemburgo estão preocupados com a aprendizagem dos seus filhos, com a sua saúde física e mental devido às alterações no ensino e nas rotinas escolares que a epidemia da covid-19 gerou no último ano.

Os receios estão demonstrados nos resultados de uma sondagem realizada junto de 4.200 pais de alunos do ensino básico, secundário e dos centros de competências que responderam a um inquérito entre os dias 15 e 31 de janeiro proposto pelo Ministério da Educação. Os resultados da sondagem que incidiu sobre o bem-estar dos alunos e a sua experiência de gestão da crise sanitária no primeiro semestre do atual ano letivo foram agora divulgados.

Na introdução, a sondagem revela que desde o início do ano letivo até à realização do inquérito alunos de todos os ensinos foram obrigados a passar, pelo menos alguns dias, em casa, com ensino à distância. Isto sucedeu a “56% dos estudantes do ensino básico, 84% dos estudantes do ensino secundário e 88% dos estudantes dos Centros de Competência. 


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As razões? “Por estarem de quarentena, por terem mudado para o ensino alternado, uma semana com aulas presenciais, outra semana com ensino à distância em casa, pelas suas escolas terem encerrado temporariamente ou por serem crianças vulneráveis”, explica a sondagem.

Mesmo assim, os 70% dos pais dizem que os filhos se adaptaram rapidamente às mudanças e às novas situações de aprendizagem. Por seu lado, 70% dos pais dos alunos do ensino fundamental relataram que tiveram de dar maior apoio aos seus filhos, ajuda essa que apenas 31% dos pais dos estudantes do secundário disse ter necessidade de dar.

Apesar da boa adaptação, os pais estão preocupados com as consequências dos efeitos da crise sanitária no ensino. Os pais de alunos de todos os diferentes ensinos, num total de 69% dizem estar preocupados com a aprendizagem e o progresso escolar dos seus filhos. Entre os pais dos alunos do secundário e os dos que frequentam os centros de competência a percentagem foi ligeiramente maior, indica a sondagem.


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O diploma e o abandono escolar

Por outro lado, os pais dos estudantes do secundário, dos finalistas sobretudo, receiam também que esta destabilização das mudanças de sistema de ensino e as consequências escolares da doença possam colocar em causa a obtenção do diploma pelos seus filhos, assim pensam mais de 30% dos pais. Estão também preocupados que com a possibilidade de os filhos quererem abandonar a escola, receio admitido por mais de 20% dos inquiridos. No ensino fundamental, não existem tais preocupações.

Contudo, no ensino básico 44% dos pais sentem que o ensino à distância e outras alterações que foram adotadas devido à crise foram negativas para a evolução da autonomia das crianças. Neste ano letivo, os pais sentem que as capacidades de autonomia dos seus filhos não aumentaram, dando como exemplo, a capacidade para estudar sozinho ou saber gerir por si próprio o seu tempo.   Já ao nível do ensino secundário, as opiniões dos pais sobre a questão da autonomia dividem-se, indica a sondagem.

Bem-estar das crianças afetado

O bem-estar e a saúde dos filhos foram outro dos pontos abordados no inquérito. Quase 70% dos pais assumem estar preocupados com os possíveis riscos relacionados com o sedentarismo, falta de exercício físico, caminhadas e do consumo excessivo dos conteúdos digitais como forma de distração, devido ao confinamento e à redução dos contactos sociais. Para os pais, o contacto social é muito importante para o bem-estar dos mais novos e a grande maioria dos progenitores revelou a sua preocupação com essa ausência atual na vida dos filhos.

Em média, em todos os níveis de ensino, 69% dos pais relatam estar preocupados com a aprendizagem e o progresso escolar dos seus filhos, uma taxa ligeiramente mais elevada entre os pais dos alunos do ensino secundário e os alunos que frequentam um Centro de Competências.


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Pais em stress

A sondagem abordou ainda os pais sobre os efeitos da crise pandémica na sua própria vida e quotidiano. 79% dos pais inquiridos confessaram sentir um stress particular desde o início da crise sanitária, independentemente do grau de ensino que o seu filho frequente. Quanto às maiores causas desse stress, mais de 50% dos pais culpam a atmosfera geral que vive por causa da crise de saúde, 40% diz ser devido aos desafios da conciliação da vida familiar e profissional e 30% refere as preocupações com o risco de ser contaminado pelo vírus da pandemia.

Uma informação regular e fiável é um elemento importante na gestão de uma crise e contribui para reduzir a angústia ligada à incerteza, refere a sondagem dando início à questão sobre se os pais se sentem bem informados. No geral, os pais dizem estar bem informados sobre a situação da epidemia, entre os 67% dos pais dos alunos do secundário, aos 69% dos pais dos alunos do fundamental e aos 75% dos pais dos alunos dos centros de competência.

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