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Leslie Moonves acusado de assédio sexual

Leslie Moonves acusado de assédio sexual

Foto: AFP
Sociedade 29.07.2018

Leslie Moonves acusado de assédio sexual

Segundo a revista The New Yorker, seis mulheres queixam-se de atitudes abusivas por parte do diretor executivo da cadeia de televisão CBS.

Beijos e carícias não desejadas durante reuniões de trabalho são algumas das práticas de assédio sexual de que Leslie Moonves, diretor executivo da CBS, agora com 68 anos, está a ser acusado por parte de seis mulheres. Os responsáveis da cadeia televisiva já revelaram que as denúncias vão ser investigadas. 

O trabalho de investigação jornalística é assinado na revista The New Yorker por Ronan Farrow, o mesmo jornalista que denunciou as práticas abusivas do produtor cinematográfico Harvey Weinstein, recebeu por isso o Prémio Pulitzer e é filho do casal Woody Allen-Mia Farrow. No passado mês de maio, outro artigo de Ronan Farrow levou à queda de Eric Schneiderman, então procurador-geral do Estado de Nova Iorque. 

As situações terão acontecido há cerca de 20 anos e uma delas é contada à revista pela atriz e argumentista Illeana Douglas, referindo que, numa fase de crise do seu relacionamento com o realizador Martin Scorsese, em 1996, Moonves, "então ainda diretor do departamento de entretenimento da CBS", a interrompeu durante uma reunião para lhe perguntar "se estava solteira". Douglas continuou a falar sobre o argumento que estava em discussão e Moonves tornou a interrompê-la, perguntando se poderia beijá-la "e dizendo que a situação ficaria só entre os dois". De imediato, beijou-a com violência e, quando Illeana Douglas tentou libertar-se, ameaçou-a. Mais tarde seria demitida. 

Leslie Moonves reconheceu, em declarações transmitidas pela CBS, que terá feito avanços indesejáveis a várias mulheres há alguns anos. "Foram erros que lamento imenso, até porque sempre soube que não é não", disse. E procurou uma escapatória ao lembrar que promovera "a cultura do respeito e das oportunidades para todos os funcionários" na CBS, promovendo mulheres para postos de responsabilidade. 

Moonves apoiou o movimento #MeToo após as denúncias contra Weinstein e, no passado mês de dezembro, colaborou na criação da Comissão para a Eliminação do Assédio Sexual e para o Avanço da Igualdade no Trabalho. Mas há cerca de 30 trabalhadores da CBS com suspeitas de que os seus avanços indesejados se disseminaram por diferentes áreas da empresa.  

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